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R.Unido pretende investigar a fundo caso Mabhouh

Londres, 18 fev (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, se declarou hoje disposto a investigar a fundo o caso dos falsos passaportes do Reino Unido utilizados pelos supostos assassinos de Hamas Mahmoud al-Mabhouh, dirigente do grupo palestino Hamas, morto em Dubai em 20 de janeiro passado.

EFE |

Miliband não quis comentar o que foi discutido na reunião de 20 minutos que realizaram nesta quinta-feira, a requerimento seu, o embaixador israelense, Ron Prosor, e o chefe do serviço diplomático britânico, Peter Ricketts.

O embaixador israelense disse não que não podia "fornecer mais informações" após a reunião.

A Polícia de Dubai acredita que um comando de "11 agentes munidos de passaportes europeus" matou em 20 de janeiro nesse emirado o dirigente palestino e que o Mossad (serviço secreto israelense no exterior) estão diretamente envolvidos.

Um jornal em língua inglesa de Abu-Dhabi cita o general Dahi Jalfan, chefe da Polícia de Dubai com estas palavras: "Há 99% de certeza, se não 100%, de que o Mossad está por trás do assassinato".

Após a reunião de seu subordinado com o embaixador israelense, Miliband expressou hoje sua esperança de que o Governo de Tel Aviv colabore plenamente com a investigação desse escândalo.

Miliband esclareceu que os passaportes falsos não continham microchips e disse que os novos documentos de viagem serão mais difíceis de falsificar.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou também hoje que "é um assunto que é preciso investigar".

"É preciso saber o que ocorreu com os passaportes britânicos. É preciso realizar uma investigação antes de tirar conclusões", acrescentou Brown.

O responsável de Exteriores da oposição conservadora, William Hague, pediu à Chancelaria britânica que confirme quando soube do uso de passaportes falsos.

Hague disse à "BBC" que era "bem possível" que o Governo britânico tivesse sido informado em janeiro do suposto uso desses passaportes.

O Governo irlandês, por sua vez, convocou o embaixador israelense país em Dublin, Zion Evrony, para pedir explicações sobre o uso de três passaportes irlandeses falsos usados pelos suspeitos.

A Agência contra o Crime Organizado do Reino Unido confirmou que as fotografias e a assinaturas que constavam nos passaportes utilizados em Dubai não correspondem com as dos emitidos no Reino Unido.

Os seis britânicos cujos nomes aparecem nos falsos passaportes têm dupla nacionalidade britânica e israelense, e todos eles negam participação no assassinato do dirigente palestino.

Segundo o Governo da Irlanda, os números dos passaportes irlandeses utilizados por três das pessoas supostamente envolvidas, entre elas uma mulher, são autênticos, mas não correspondem aos nomes que aparecem nele. EFE jr/sa

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