Londres, 9 jan (EFE).- O Reino Unido pode ter o maior corte em gastos públicos em 20 anos caso o Partido Trabalhista volte a vencer as eleições gerais deste ano, disse o ministro de Finanças do país, Alistair Darling.

Até agora, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, dizia que o eleitorado tinha duas opções: escolher o programa de "cortes" dos conservadores ou o de "investimentos" dos trabalhistas.

Darling, cuja afirmação revela uma mudança na estratégia dos governistas em relação ao pleito, disse à edição de hoje do jornal "The Times" que a redução dos gastos públicos é algo "inegociável" caso se queira diminuir o déficit de 178 bilhões de libras (197 bilhões de euros).

"Minha prioridade é diminuir o endividamento", frisou Darling, segundo quem "a próxima revisão dos gastos será a mais dura em 20 anos".

"Estamos dizendo ao povo que há coisas que importam e que é preciso proteger (em clara referência à saúde e à educação). Mas a próxima revisão das despesas será dura. Haverá programas que terão de cortados", destacou.

A promessa de reduzir os gastos do Governo coincide com o plano do líder do Partido Conservador britânico (primeiro da oposição), David Cameron, de diminuir o endividamento do Reino Unido caso chegue ao poder este ano.

Os "tories" (conservadores) são os favoritos nas eleições gerais britânicas, que deverão acontecer, no mais tardar, em junho. EFE vg/sc

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