R.Unido pode investigar morte de iraquianos sob custódia do país

Londres, 6 jul (EFE).- O Ministério da Defesa do Reino Unido propôs hoje investigar a morte de vários iraquianos sob custódia do país na cidade de Basra em 2004, época em que o processo judicial relacionado ao caso não chegou ao fim por falta de informações.

EFE |

Um grupo de seis iraquianos, cinco dos quais supostamente também fizeram parte desse conjunto de detentos, tinha apresentado um recurso à Corte Suprema de Londres alegando torturas e maus tratos por parte das tropas do Reino Unido.

Seus advogados, que pediam uma investigação independente dos fatos, explicaram que quase 20 civis foram detidos em 14 de maio de 2004 após a chamada "Batalha por Danny Boy", entre soldados do país europeu e insurgentes iraquianos, perto da cidade de Majar-al-Kabir.

Desde o começo do processo, em 22 de abril deste ano, os representantes das vítimas argumentaram que os britânicos transferiram os presos para a base militar de Abu Naji, onde os torturaram e, em alguns casos, cometeram assassinatos.

Cinco dos litigantes asseguraram ter sido pessoalmente alvo de surras e torturas, como ficar sem dormir ou sem água.

Durante o julgamento, o Ministério da Defesa negou um mau comportamento por parte dos soldados e sustentou que os iraquianos tinham morrido durante os confrontos armados.

Hoje, entretanto, o responsável pela pasta, Bob Ainsworth, reconheceu que os juízes tinham pouca informação sobre o ocorrido para poder emitir um julgamento razoável.

O advogado governamental, Clive Lewis, disse que o ministro, no cargo desde 5 de junho, "lamentava profundamente" não ter podido apresentar perante o tribunal documentos relevantes sobre o fato no calendário previsto, e que por isso propunha agora conduzir uma investigação dos fatos. EFE jm/bba

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