R.Unido nega alimentar distúrbios no Irã

Londres, 21 jun (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband, negou hoje as acusações de seu colega iraniano, Manouchehr Mottaki, de que o Reino Unido, junto com a Alemanha e a França, está alimentando os protestos e distúrbios no Irã.

EFE |

"Rejeito categoricamente a ideia de que os manifestantes no Irã estão sendo manipulados ou motivados por países estrangeiros", afirmou Miliband em nota oficial.

Em discurso aos diplomatas estrangeiros exibido na TV iraniana, Motakki deu a entender que Reino Unido, Alemanha e França estão por trás dos distúrbios e manifestações que sacodem o Irã desde a divulgação dos resultados das eleições presidenciais de 12 de junho.

No entanto, o chefe da diplomacia britânica acusou seu colega iraniano de tentar "transformar as disputas dos iranianos pelos resultados das eleições numa batalha entre o Irã e outros países", o que "não tem fundamento".

Miliband ressaltou que cabe ao povo iraniano "escolher seu Governo" e às autoridades do país "garantir a justiça do resultado (eleitoral) e a proteção de seu próprio povo".

Na opinião do ministro britânico, as informações sobre a morte de manifestantes "eleva o nível de preocupação" da comunidade internacional.

"Portanto", ressaltou, "condeno a contínua violência contra os que buscam exercer seu direito de expressão. Isso só consegue prejudicar a imagem do Irã aos olhos do mundo".

A declaração de Miliband foi feita depois que as autoridades iranianas decidiram hoje expulsar o correspondente da emissora "BBC" John Leyne, que tem 24 horas para abandonar o Irã.

Leyne foi acusado de dar "informações falsas", "não manter a objetividade", alimentar os distúrbios com suas reportagens e desrespeitar o código de ética da profissão. EFE pa/sc

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