Londres, 20 jul (EFE).- O Governo britânico anunciou hoje que iniciou um serviço nacional especial que atenderá as pessoas que suspeitam ter os sintomas da gripe suína, para reduzir a pressão sobre os médicos, que nas últimas semanas viram transbordar as consultas deste tipo.

Em meio às alarmantes informações divulgadas pelas autoridades de saúde sobre o impacto da doença no Reino Unido - o terceiro país em número de infectados, atrás dos EUA e do México -, o ministro da Saúde britânico, Andy Burnham, compareceu hoje no Parlamento para tentar diminuir o nível de preocupação social.

Burnham disse que o serviço nacional para a gripe suína começará a funcionar no final desta semana, e oferecerá assistência telefônica e através da internet para os cidadãos que acham que podem ter contraído a doença, que, segundo os mais recentes dados oficiais, já afetou 55 mil residentes no Reino Unido.

Em paralelo a este serviço, será iniciada uma campanha de informação, disse Burnham, que anunciou também que a vacina contra o vírus começará a estar disponível a partir de agosto e que, para o final do ano, haverá doses para 30 milhões de pessoas.

O ministro ressaltou que, embora a doença tenha se propagado com mais rapidez nas últimas semanas - o número de vítimas fatais passou de 17 para 29 na semana passada -, isso não quer dizer que a gripe tenha uma maior virulência do que quando começou a ser detectada.

"Para a grande maioria, a gripe suína continua sendo uma doença leve", insistiu o ministro, após um fim de semana no qual a imprensa amplificou as informações sobre o impacto da pandemia e aumentou o grau de alarme.

Jornais como o diário "The Times" saíram às bancas com manchetes como "Reino Unido prepara-se para 65 mil mortes por gripe suína", citando números oficiais, que o ministro confirmou, esclarecendo que em nenhum caso são prognósticos oficiais, mas estimativas de qual seria potencialmente "o pior cenário".

Burnham manteve em 55 mil o número de pessoas infectadas - em um país com uma população de 60 milhões -, das quais 652 estão atualmente hospitalizadas, 53 delas em cuidado intensivo.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE fpb/an

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