R.Unido estima que casos da gripe podem chegar a 100 mil diários em agosto

Londres, 2 jul (EFE).- Os casos de gripe suína no Reino Unido podem chegar a 100 mil diários no final de agosto, por isso a doença não será mais contida, mas tratada, informou hoje, no Parlamento, o ministro da Saúde britânico, Andy Burnham.

EFE |

Em declaração na Câmara dos Comuns, Burnham disse que o número atual de casos da gripe estão em 7,447 mil, mas que, na última semana, houve um aumento considerável.

"Os casos estão duplicando a cada semana e, a este ritmo, poderíamos ver mais de 100 mil casos por dia no final de agosto. A pressão sobre o sistema (de saúde) é tamanho que é o momento adequado de tomar este passo (pelo tratamento)", disse Burnham.

"Chegamos ao próximo passo de controle da doença. Em nível nacional, se passará ao tratamento dos casos da gripe. Passaremos a esta fase de tratamento em todo o Reino Unido com efeito imediato", explicou o ministro.

Segundo Burnham, o Governo assinou contratos para a compra da vacina da gripe suína que permitirá cobrir toda a população.

As primeiras doses estarão disponíveis no próximo mês e, no final do ano, haverá em quantia suficiente para toda a população.

"Há agora, uma média de várias centenas de casos novos a cada dia. Nossos esforços durante a fase de contenção nos permitiu contar com um tempo valioso para aprender mais sobre o vírus", disse o ministro.

"Sempre soubemos que seria impossível conter o vírus de maneira indefinida e, em algum momento, precisaríamos passar da contenção ao tratamento", acrescentou.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, informou ontem que o Reino Unido está preparado para enfrentar uma grande extensão da gripe suína e afirmou que serão tomadas todas as medidas necessárias.

Como maneira de conter a doença, as autoridades de saúde decidiam até agora, por exemplo, o fechamento de escolas.

No Reino Unido, há três mortos - uma mulher grávida, um idoso e uma menina de 9 anos - por causa da gripe.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE vg/an

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