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R.Unido espera que G20 ofereça novo acordo para superar crise

Viviana García. Londres, 1º abr (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, espera que a Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), amanhã, em Londres, ofereça um novo acordo global que sirva para recuperar a economia mundial.

EFE |

Visando a esse objetivo, Brown se baseia em três princípios: fomento da demanda, planos de estímulo fiscal e estabilização dos bancos.

O premiê será o anfitrião de uma reunião na qual os chefes de Estado e de Governo do G20 buscarão medidas concretas para responder à crise global.

O Reino Unido considera que o encontro não deve se limitar a proporcionar uma simples declaração de princípios, mas deve apresentar soluções, já que os mercados financeiros estarão pendentes e responderão em função das medidas a serem adotadas.

O G20, que surgiu em 1999 para que os ministros da Economia e presidentes de bancos centrais pudessem analisar as finanças mundiais, ganhou destaque pelo alcance da crise atual.

O grupo, que se reunirá às margens do rio Tâmisa, responde por 85% da economia mundial e por dois terços da população do planeta.

Em Londres participarão os chefes de Estado ou de Governo de Brasil, Estados Unidos, Argentina, Austrália, Canadá, China, República Tcheca - atualmente na Presidência da Uniao Europeia (UE) -, Índia, França, Alemanha, Indonésia, Itália, Japão, México, Holanda, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Espanha e Turquia.

Também comparecerão representantes da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), da Nova Aliança para o Desenvolvimento da África (Nepad), da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), da União Africana (UA), do Banco Mundial (BM), do Fundo Monetário Internacional (FMI) e das Nações Unidas.

Brown, cuja popularidade é baixa em seu país, investiu muito capital político nos preparativos da cúpula, pois sabe que seu futuro pode depender dos resultados do encontro.

Para o Reino Unido, que transformou o centro financeiro de Londres em seu pulmão econômico, esta é uma crise global que precisa de respostas globais, porque afeta Governos, instituições financeiras, empresas, donos de imóveis, trabalhadores e famílias.

A cúpula deve responder aos novos desafios globais e evitar protecionismos, ao mesmo tempo em que deve manter um sistema comercial e financeiro aberto, segundo o Governo britânico.

As medidas a serem adotadas, no entanto, não devem comprometer os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio ou a luta contra a mudança climática, assuntos que Brown defende ferrenhamente.

O primeiro-ministro espera que os chefes de Estado e de Governo cheguem a um "novo acordo", como uma nova era de associação econômica internacional que venha a permitir uma recuperação sustentável.

Para isso, os líderes do G20 terão várias prioridades, entre elas a de adotar medidas destinadas a incentivar a demanda por meio de estímulos fiscais e para estabilizar os mercados financeiros.

Também buscarão reformas no sistema global de regulação financeira, para que haja maior transparência e as crises possam ser antecipadas.

Outro ponto a ser tratado será o da reforma dos organismos financeiros internacionais.

Os líderes, no entanto, terão de superar posições antagônicas, especialmente entre EUA - apoiados pelo Reino Unido -, que querem mais ajudas do Estado, e grande parte da Europa, que considera que agora é preciso seguir rumo a uma maior regulação financeira.

Londres aposta que a cúpula vai ajudar a impedir que a recessão global seja profunda e prolongada e calcula que a situação econômica pode acabar aumentando a população que vive em extrema pobreza.

Por isso os britânicos esperam que os Governos não renunciem a suas ajudas em áreas como Saúde, Educação e Meio Ambiente nos países em vias de desenvolvimento.

Brown espera, entre outras coisas, que os líderes mundiais solicitem também a conclusão da Rodada de Doha, que visa à liberalização do comércio mundial. EFE vg/fr/rr

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