Varsóvia, 28 abr (EFE).- O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, que hoje se reuniu em Varsóvia com o chefe do Governo polonês, Donald Tusk, disse que o Reino Unido é um dos países mais bem preparados para enfrentar a gripe suína, e afirmou que os Estados europeus colaborarão para frear o avanço do vírus.

"Estivemos nos preparando durante anos para este tipo de cenário", disse Brown, que defendeu que o Reino Unido "está entre as nações mais bem preparadas".

"Peço à população que sigam as indicações do Ministério da Saúde", disse o político britânico, enquanto o premiê polonês reiterava a necessidade de cooperação internacional para aumentar a efetividade na luta contra o vírus da gripe suína.

Tusk também se referiu à cooperação em outra esfera muito diferente, no Afeganistão, e disse que a Polônia mantém seu apoio à Aliança Atlântica e permanecerá nesse país "o tempo em que a presença militar for necessária".

Brown elogiou a recente decisão polonesa de aumentar seu contingente em território afegão, que sobe para 1,6 mil militares e que, em breve, contará com mais 400 efetivos.

"Serão um reforço para a democracia no Afeganistão no período eleitoral", disse Brown, que lembrou a importância de se manter firme na luta contra o terrorismo.

Brown também felicitou o Executivo polonês pela solicitação de um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o que permitirá ao Banco Nacional da Polônia ter recursos extras de cerca de US$ 20 bilhões, uma arma fundamental para combater os efeitos da crise e resistir à especulação financeira sobre a moeda polonesa.

Mesmo assim, o chefe do Governo britânico aproveitou sua presença em Varsóvia para pedir ao Banco Mundial e ao Banco de Desenvolvimento mais ajudas para apoiar os bancos do Leste Europeu, especialmente sensível às atuais dificuldades econômicas.

O primeiro-ministro do Reino Unido também manterá hoje um encontro com o presidente polonês, Lech Kaczynski, e depois visitará o campo de concentração nazista de Auschwitz, no sul do país, onde se estima que mais de 1 milhão de pessoas morreram, na maioria judeus. EFE nt/an

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