R.Unido diz que ficará vários anos no Afeganistão

Londres, 17 ago (EFE).- O chefe do Exército britânico, general Richard Dannatt, afirmou hoje que os militares do Reino Unido destacados no Afeganistão ainda ficarão muitos anos no país asiático, apesar de 204 deles já terem morrido na missão.

EFE |

"Não quero falar de números, mas garanto que de dois a quatro anos, entre três e cinco anos...", destacou o general.

Em declarações à "BBC", Dannatt disse ainda que esses anos a mais estão previstos no "compromisso militar" assumido pelo Reino Unido.

Na opinião do oficial, o Afeganistão continuará precisando de ajuda externa para o seu desenvolvimento por várias décadas: "Vinte, 30, 40 anos... Quem sabe por quanto tempo?".

Dannatt fez essas declarações depois que mais quatro soldados britânicos morreram em conflitos com rebeldes afegãos durante o fim de semana.

"Nossa incumbência está muito clara. Temos que tirar os talibãs da região. Isso permitirá que os afegãos tenham uma vida melhor e que, quando notarem isso, apoiem o governador de Helmand (província sob supervisão das tropas britânicas) e o presidente que for eleito esta semana", acrescentou.

O general destacou que os soldados britânicos têm consciência dessa meta e que para eles seria "muito gratificante se o povo britânico também a entendesse".

O elevado número de mortes de militares do Reino Unido no Afeganistão tem aumentando a pressão e as críticas contra o Governo britânico.

O descontentamento também chegou às tropas, como mostram os versos que o sargento Andy McFarlane publicou no seu Facebook.

"Os políticos costumam ter muito o que dizer; Não há sinais deles por aqui; Eles se escondem e estão longe do perigo; É muito mais simples se o herói é um desconhecido", escreveu o soldado. EFE otp/sc

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