R.Unido descarta taxação sobre bancos

Londres, 16 jan (EFE).- O ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling, descartou a criação de um imposto sobre os bancos, como o proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para que o dinheiro dos contribuintes não seja o único a ser usado no resgate a estes entidades no caso de uma nova crise.

EFE |

Em declarações à edição de hoje do jornal "The Scotsman" após uma visita à sede do Royal Bank of Scotland, que teve 84% de suas ações compradas pelo Governo para não falir, Darling explicou que a opção britânica é outra.

O ministro disse que a ajuda aos bancos do Reino Unido foi diferente da oferecida pelo Governo dos EUA aos bancos americanos.

Segundo Darling, as ações que o Estado britânico comprou do RBS e de outros bancos poderão ser vendidas no futuro para que o Governo recupere o dinheiro público gasto no socorro às entidades financeiras.

A proposta anunciada por Obama na última quinta-feira prevê a imposição de uma taxa de 0,15% sobre as operações dos bancos que receberam ajudas. O objetivo da medida é arrecadar aproximadamente US$ 90 bilhões em dez anos e US$ 117 bilhões em 12.

Darling, no entanto, descartou uma medida similar depois que o encarregado de política econômica do Partido Conservador, George Osborne, afirmou que se eles vencerem as eleições, previstas para maio, apoiarão este imposto como uma forma de garantir a segurança financeira no mundo todo.

Em declarações ao "Financial Times", Osborne afirmou que uma Administração com David Cameron à frente apoiaria a iniciativa com o intuito de proteger os contribuintes em futuras crises, mas desde que o imposto seja aprovado dentro do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e as principais nações em desenvolvimento). EFE fpb/sc

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