ondres, 16 fev (EFE).- O serviço secreto britânico está tentando recrutar como espiões banqueiros que perderam seus empregos bem remunerados em consequência da crise financeira.

Nos últimos meses, "muitas pessoas da City (centro financeiro de Lodnres) nos contataram em busca de trabalho", declarou à imprensa o chefe do serviço de recrutamento, que, como todos que trabalham no ramo da espionagem, só deu o nome John para se identificar.

O ativo que os banqueiros podem oferecer ao MI6 (serviço de inteligência britânico para o exterior) é, em muitos casos, o conhecimento de idiomas e também do mundo.

Segundo John, sua agência atrai não só banqueiros, mas também médicos, advogados e empregados de ONGs , atraídos pelas possibilidades de aventura.

O chefe de recrutamento explicou à imprensa que a agência está disposta a admitir tipos que, no passado, se distinguiram por seu radicalismo político para que demonstrem que mudaram.

Durante a chamada Guerra Fria, o MI6 esteve infiltrado por agentes a serviço da extinta União Soviética (URSS).

Hoje, o MI6 já não limita a busca de novos agentes às universidades de elite como Oxford ou Cambridge. órgão também recruta universitários brilhantes que conhecem o mundo e entendem outras culturas.

Dada a ameaça islâmica e a importância crescente da China, a agência de espionagem procura pessoas que falem mandarim, árabe, farsi, urdu, pashtos e outras línguas asiáticas, assim como o russo e o coreano.

O MI6 também pretende recrutar indivíduos que dominem as últimas tecnologias, incluídos os programas de internet. EFE jr/sc

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