R.Unido dá por encerrada 1ª fase da ofensiva no Afeganistão

Londres, 27 jul (EFE).- O Governo e os comandantes militares britânicos deram hoje por terminada com sucesso a primeira fase da ofensiva militar contra os talibãs na província de Helmand, no sul do Afeganistão, que causou a morte de 20 militares do contingente do Reino Unido nas últimas quatro semanas.

EFE |

"A operação mostrou que pode ter êxito", disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, em declarações ao jornal "Evening Standard", nas quais declarou que a primeira fase dessa operação "terminou".

Brown, cujo Governo foi acusado de propiciar o alto número de baixas britânicas no Afeganistão, por não equipar convenientemente as tropas, disse que a ofensiva militar permitiu "transformar em seguro um território no qual vivem 100 mil pessoas".

"Fizemos os talibãs retrocederem e também começamos a romper a rede de terror que une as montanhas do Afeganistão e do Paquistão, e as ruas do Reino Unido", disse.

De agora em diante, Brown ressaltou que a missão consistirá em complementar a ação militar, com a instauração de Forças Armadas e uma Polícia afegãs que permitam consolidar uma sociedade democrática.

"Construiremos instituições na sociedade do Afeganistão para que possa haver um Governo local forte", disse.

"É uma estratégia civil e militar, e esta é a via que nos garantirá o êxito a longo prazo: permitir que os afegãos tomem o controle de seus próprios assuntos", afirmou o primeiro-ministro.

As declarações de Brown foram ratificadas no terreno pelo principal responsável do contingente militar no Afeganistão, o general-de-brigada Tim Radford, que disse "que as conquistas alcançadas são significativas", e disse estar "absolutamente convencido de que a operação foi um sucesso".

Em uma videoconferência transmitida pelo Ministério da Defesa britânico, Radford se referiu aos confrontos mantidos em Helmand durante as últimas cinco semanas por 3 mil soldados britânicos como "combates muito, muito duros", nos quais se conseguiu expulsar os entre 450 e 500 talibãs que controlavam a área.

O general não quis dar números de baixas entre os talibãs e se limitou a dizer que foram "significativas".

"Haverá muitos talibãs que não voltarão mais a combater. Sabemos que sua capacidade foi afetada de maneira significativa e que os desbaratamos. E o mais importante, seu moral foi seriamente afetado".

O importante agora, disse do Afeganistão Hugh Powell, encarregado dos projetos de reconstrução, é poder garantir à população local que os talibãs não voltarão e que as eleições de 20 de agosto poderão acontecer com normalidade. EFE fpb/an

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