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R.Unido convoca embaixador israelense sobre caso Mabhouh

Londres, 18 fev (EFE).- O Ministério de Assuntos Exteriores do Reino Unido convocou hoje o embaixador israelense em Londres, Ron Prosor, para falar do uso de passaportes britânicos falsos no assassinato do dirigente do Hamas Mahmoud al-Mabhouh, em 20 de janeiro passado em Dubai.

EFE |

Prosor foi convocado ao Ministério para analisar o caso, depois que os supostos autores do assassinato de al-Mabhouh utilizaram documentos com os nomes de seis cidadãos britânicos.

O embaixador israelense se reuniu por 20 minutos com o chefe do serviço diplomático britânico, Peter Ricketts, informou hoje a imprensa em Londres.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, prometeu ontem uma "investigação a fundo" sobre o caso.

O Governo britânico deverá investigar como foram obtidos os nomes, os números de passaporte e as datas de nascimento de seis cidadãos britânicos que tiveram as identidades clonadas em passaportes utilizados pelos supostos assassinos de al-Mabhouh.

Os únicos elementos que não coincidiam com o documento de seus autênticos proprietários eram as fotografias e as assinaturas.

Na República da Irlanda, o embaixador israelense, Zion Evrony, também foi convocado hoje pelo Governo irlandês para falar do uso de três passaportes irlandeses falsos usados pelos supostos autores do assassinato do dirigente do Hamas.

Conforme declarou hoje o ministro de Assuntos Exteriores irlandês, Michéal Martin, os três passaportes utilizados tinham números de série autênticos. Novamente, os únicos que não coincidiam com os documentos originais eram as fotografias e as assinaturas.

Aparentemente, indicou o ministro, os números foram roubados "ao acaso" de passaportes antigos, anteriores a 2005.

Dois dos cidadãos irlandeses que tiveram passaportes clonados já foram informados da situação, enquanto as autoridades e a Polícia irlandesa buscam o terceiro, explicou Martin à imprensa irlandesa.

Após a morte do líder do Hamas, a Polícia de Dubai emitiu ordem de busca e prisão contra 11 pessoas, cujos passaportes falsos incluíam os três irlandeses e os seis britânicos citados, assim como um alemão e um francês. EFE vg/sa

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