R.Unido começa hoje sua investigação sobre a Guerra do Iraque

Londres, 30 jul (EFE).- O Governo trabalhista do Reino Unido dá início hoje à esperada investigação sobre as circunstâncias que levaram à impopular presença na Guerra do Iraque, na qual morreram 179 militares do país entre 2003 e 2009.

EFE |

Alegando questões de segurança, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, queria inicialmente que as sessões fossem conduzidas em caráter privado. Entretanto, devido às fortes críticas recebidas, aceitou que o encarregado de dirigi-las, o ex-diplomata John Chilcot, decidisse quais partes seriam públicas e quais, privadas.

A decisão inicial de manter o caráter privado foi denunciada pelos partidos da oposição, por alguns deputados da esquerda trabalhista e inclusive por chefes militares, que argumentaram que não tinham nada a esconder.

Em carta enviada no mês passado ao chefe de Governo, Chilcot assinalou que era essencial que a investigação fosse pública sempre que questões que afetassem a segurança nacional não exigissem o contrário.

Os críticos sustentam que a investigação não será confiável se ocorrer em segredo. Por sua vez, o Governo do Reino Unido argumenta que as testemunhas devem poder falar com toda liberdade caso se queira que o ocorrido sirva de lição.

O ex-ministro de Assuntos Exteriores Jack Straw assegurou que dará seu depoimento em público e, segundo fontes da residência oficial do primeiro-ministro, Gordon Brown procederá da mesma forma sempre que for possível do ponto de vista de segurança nacional.

A oposição conservadora e liberal-democrata expressou sua preocupação com o fato de não haver ninguém no comando da investigação com experiência em assuntos militares ou relacionados aos serviços de inteligência.

O painel liderado por Chilcot é integrado também por dois historiadores, Martin Gilbert e Lawrence Freedman, assim por como um membro da Câmara dos Lordes, a baronesa Usha Prashar.

O Governo se opôs a iniciar a investigação até que a maior parte dos militares do Reino Unido enviados ao Iraque deixasse do país, o que já aconteceu.

Atualmente, apenas cerca de 150 militares do Reino Unido estão no Iraque, encarregados principalmente da formação de seus colegas iraquianos.

Os resultados da investigação não devem ser divulgados antes das eleições gerais, previstas para julho de 2010, algo que os partidos da oposição consideram inaceitável. EFE jr/bba

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