R.Unido adota cautela ao comentar ofensiva no Afeganistão

Londres, 14 fev (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores do Reino Unido, David Miliband, recusou-se hoje a fazer promessas simplistas sobre a ofensiva militar contra os talibãs no sul do Afeganistão e considerou prematuro falar de um retorno das tropas apenas dois dias após o início da operação.

EFE |

"Acho que, por consideração às tropas britânicas, seria um grave erro vir a este programa e fazer promessas simplistas", disse Miliband em entrevista à rede de televisão "Sky News", na qual mostrou-se mostrou cauteloso em relação aos resultados da ofensiva.

O ministro destacou que o início da operação, a maior ofensiva aliada no Afeganistão desde outubro de 2001, foi um sucesso, mas não a ponto de as autoridades começarem a pensar em um retorno das tropas.

Perguntado se o bom andamento da investida e a consolidação do Exército afegão poderiam permitir a volta dos soldados a partir de 2011, Miliband respondeu: "Só passaram-se dois dias desde o começo da operação e acho que é prematuro começar a falar nesses termos".

"A lealdade da população local se ganha em um período de meses, e não de dias, mas o que ocorreu claramente é que estamos em um ano decisivo na campanha do Afeganistão", acrescentou.

O chefe da diplomacia britânica destacou que "a província de Helmand é uma província decisiva" para o controle do Afeganistão, para evitar que a insurgência encontre refúgio na fronteira com o Paquistão e para que os talibãs não tenham acesso à sua principal fonte de receita: a produção de drogas.

"Trata-se do centro nevrálgico da insurgência e da indústria dos narcóticos", explicou Miliband, segundo quem estas circunstâncias "explicam o por quê do alto grau de planejamento que a operação requer". EFE fpb/sc

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