R.Unido acusa Al Qaeda de querer promover guerra cibernética

Londres, 25 jun (EFE).- A rede terrorista Al Qaeda tem a intenção de utilizar a internet para lançar uma guerra cibernética contra o Reino Unido, afirmou hoje o Governo britânico durante a divulgação da nova estratégia do país em matéria de segurança.

EFE |

O vice-ministro de Segurança, Lorde West, apresentou hoje em Londres a chamada "Estratégia de Segurança Cibernética", destinada a enfrentar as ameaças terroristas através da internet.

Segundo ele, os grupos terroristas, que já utilizam a rede para recrutar membros e se comunicar, querem transformar a internet em um instrumento perigoso.

O Reino Unido decidiu, então, criar o chamado Escritório para a Segurança Cibernética, que será responsável por coordenar a política do Governo neste assunto.

Além disso, o Governo criará o Centro de Operações para a Segurança Cibernética (CSOC), que analisará e acompanhará de perto qualquer tentativa de ataque deste tipo e terá sua base no GCHQ, o centro de escutas do Governo em Cheltenham, oeste da Inglaterra.

"O objetivo do CSOC será identificar em tempo real quais ataques cibernéticos há, de onde procedem e o que se pode fazer para detê-los", disseram hoje fontes governamentais à "BBC".

Entre os alvos estão empresas, a rede de energia britânica, os mercados financeiros e os departamentos do Governo, explicou o vice-ministro de Segurança.

"Sabemos que os terroristas utilizam a internet para se radicalizar, mas há um temor de que aumentem (os atentados pela internet). À medida que os terroristas utilizam a web, haverá mais oportunidades para estes ataques", acrescentou West.

Além destes possíveis ataques, o Reino Unido enfrenta uma crescente ameaça cibernética de Governos estrangeiros como China e Rússia, e de quadrilhas do crime organizado, disse, mas deixou claro que os piratas de informática ainda não invadiram os sistemas do Governo nem roubaram informação secreta.

West reconheceu que o Governo britânico não pode negar que tenha sua própria capacidade de ataque, mas rejeitou dar detalhes sobre isso. EFE vg/db

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