Ruanda recorda os 15 anos do genocídio

As cerimônias de recordação dos 15 anos do genocídio ruandês, em 1994, que deixaram 800.000 vítimas, começaram nesta terça-feira ante um monumento funerário na colina de Nyanza, na cidade de Kigali, na qual esteve presente o presidente Paul Kagame.

AFP |

Kagame depositou um ramo de flores no monumento desse lugar altamente simbólico num lugar onde 5.000 pessoas foram exterminadas em 11 de abril de 1994, depois da retirada do contingente belga da força das Nações Unidas em Ruanda que os protegia contra os criminosos.

O governo belga decidiu repatriar suas tropas da força da ONU depois que 10 de seus homens foram mortos em 7 de abril por membros do Exército regular ruandês.

Segundo a principal associacão de sobreviventes do genocídio, Ibuka, 17.000 pessoas, incluindo inúmeros sobreviventes originários das colinas vizinhas, assistiram a cerimônia. Também participaram ministros do governo, que declarou uma semana de luto nacional.

O genocídio, cometido entre abril e julho de 1994 por extremistas hutus, deixou, segundo a ONU, cerca de 800.000 mortos entre a minoria tutsi e os hutus moderados.

A tomada do poder da antiga rebelião da Frente Patriótica Ruandesa (FPR) majoriariamente tutsi (atualmente no poder), dirigido por Kagame, pôs fim ao genocídio.

str-lp/cn/fp

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