R.Tcheca atrela fim de sanções da UE à libertação de presos políticos em Cuba

Bruxelas, 19 jun (EFE) - O ministro de Assuntos Exteriores da República Tcheca, Karel Schwarzenberg, advertiu hoje de que a suspensão de sanções da União Européia (UE) a Cuba e o início de um diálogo com a ilha serão revogados dentro de um ano se o regime não cumprir condições como a libertação dos presos políticos.

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"Quero que libertem os muitos presos políticos que ainda estão em condições atrozes, que as organizações internacionais possam entrar nas prisões, e que a União Européia esteja em contato com a oposição democrática", disse o ministro em entrevista coletiva.

De acordo com a República Tcheca, que junto com Suécia e Alemanha hesitava em levantar as sanções até a última hora, "a voz com a qual vamos falar com Cuba a partir de agora vai ser mais dura e forte".

A interpretação que a delegação tcheca faz das conclusões aprovadas pelos 27 países do bloco é que se inicia um diálogo condicionado ao respeito aos direitos humanos por parte do Governo cubano, que será avaliado dentro de um ano.

Se por essa época não houve um acordo unânime, se voltaria à situação anterior, ou seja, de sanções, segundo o ministro tcheco.

Por sua parte, o ministro de Assuntos Exteriores francês, Bernard Kouchner, considerou que o texto aprovado "pode ser um pouco otimista demais", mas se tratava de "dar uma oportunidade" à "dificuldade da liberalização do regime cubano".

"Uma oportunidade que foi ouvida no discurso de Barack Obama a esse respeito, somos menos liberais que ele", ironizou. EFE met/db

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