RSF pede transparência no julgamento de Suu Kyi

Bangcoc, 29 mai (EFE).- A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) pediu hoje às autoridades de Mianmar (antiga Birmânia) maior transparência no julgamento da líder opositora e prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, por violar supostamente sua prisão domiciliar.

EFE |

"Os militares permitem a entrada dos jornalistas birmaneses, enquanto os estrangeiros são totalmente excluídos", assinalou a organização internacional em comunicado divulgado em Bangcoc.

"Além desta cobertura limitada, o público birmanês não está sendo informado adequadamente porque a censura militar impede qualquer aproximação independente. Com esta falta de transparência é improvável que se produza um veredicto justo", acrescenta a nota.

Suu Kyi foi acusada de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano John William Yettaw dormisse em sua casa.

Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem poucos dias antes do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE grc/mh

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