RSF pede a Cuba que liberte jornalistas após suspensão de sanções da UE

Paris, 25 jun (EFE).- A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) pediu ao Governo de Raúl Castro que faça um gesto em favor da libertação dos 23 jornalistas presos em Cuba como contrapartida à suspensão definitiva, em 23 de junho de 2008, das sanções da União Européia (UE).

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A RSF afirmou que "a liberdade de expressão e informação experimentou alguns progressos" desde que Raúl Castro assumiu a Presidência, em 24 de fevereiro, mas acrescentou que o esforço "deve continuar em favor dos 23 jornalistas que seguem detidos na ilha".

A organização fez menção especial à situação do correspondente Ricardo González Alfonso, detido em março de 2003 e condenado a 20 anos de prisão, acusado de ser um enviado dos Estados Unidos.

González Alfonso, de 58 anos, fundou em 2000 a revista independente "De Cuba" e a sociedade de jornalistas Manuel Márquez Sterling.

A esposa de González Alfonso, Alida Viso Bello, declarou que há um mês seu marido "não recebe os medicamentos receitados pelos cardiologista para seus problemas de hipertensão, e que sofre muitas crise de artrites, porque na cela não há cadeiras adequadas".

A organização lembrou que Cuba, com 23 jornalistas presos, "continua sendo a segunda prisão do mundo para os jornalistas, atrás da China".

Cuba é também o único país do continente americano a não tolerar nenhum tipo de imprensa à margem do controle direto do Estado. EFE jaf/gs

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