Paris, 21 mai (EFE) - A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) festejou hoje a sentença de 15 anos de prisão emitida contra o ex-policial Boris Blanco Arcia, considerado culpado pelo assassinato do fotógrafo do jornal venezuelano El Mundo Jorge Aguirre quando esse cobria uma manifestação em Caracas em abril de 2006. Fez-se justiça, afirmou a RSF em comunicado no qual lembrou que o assassinato de Aguirre estremeceu a opinião pública e a imprensa e no qual lamentava, além disso, que o ex-policial nunca tenha sido capaz de explicar claramente as razões de seu ato. No momento em que caiu, Aguirre conseguiu fotografar seu assassino, que fugiu, o que facilitou a investigação. Um tribunal de Caracas considerou Blanco Arcia, detido desde abril de 2006, culpado de homicídio, mas não de usurpação de funções, crime pelo qual também era julgado. O jornalista morreu em 5 de abril de 2006 quando cobria uma manifestação contra a falta de segurança na Cidade Universitária de Caracas. Blanco Arcia, que se fazia passar por policial, atirou à queima-roupa três vezes no fotógrafo, indicou a RSF no comunicado.

A filha da vítima, Jorbeth Aguirre, expressou sua decepção com a sentença, já que o assassino podia ter sido condenado a até 30 anos de prisão, e afirmou que teme que o condenado "saia depois de quatro anos", ressaltou a organização. EFE jaf/db

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