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RSF exige imediata abertura do Tibete para a imprensa estrangeira

Pequim, 23 abr (EFE).- A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) exigiu hoje a imediata reabertura do Tibete e das províncias de população tibetana para a imprensa estrangeira e pediu à União Européia e às Nações Unidas que se mobilizem para que Pequim permita o acesso livre de jornalistas à região.

EFE |

Em comunicado, a RSF ressaltou que as autoridades chinesas praticam a censura e põem em prática uma "propaganda massiva" desde 14 de março, data na qual foram registrados em Lhasa, capital tibetana, os piores distúrbios dos últimos 20 anos.

A RSF lamentou as "incessantes críticas das autoridades chinesas à imprensa estrangeira pela cobertura da situação do Tibete" e criticou o cancelamento por Pequim da viagem a Lhasa, que seria realizada pelos jornalistas designados para cobrir a subida da tocha olímpica ao topo do Everest.

Segundo o Governo chinês, a viagem foi cancelada por motivos "meteorológicos".

A organização acrescentou que Pequim "impede a população tibetana de ter acesso a informações não-censuradas" e afirmou que a China aumentou as interferências nas rádios internacionais que fazem emissões em tibetano.

Além disso, segundo a RSF, "um grupo de 'hackers' com sede na China" tirou do ar recentemente o site do Governo tibetano no exílio.

Por tudo isso, destacou que a situação no Tibete "está longe de voltar à normalidade" anunciada pelas autoridades chinesas.

"As poucas informações que vazam falam de detenções e clima de terror nas cidades e em torno dos mosteiros", afirmou a RSF, e acrescentou que, segundo militantes pró-Tibete, milhares de tibetanos estão detidos e confinados em campos "onde há a pratica de tortura".

As autoridades chinesas acusam a "quadrilha do dalai lama" de ter instigado a onda de violência, que segundo Pequim matou 20 pessoas, a maioria civis inocentes.

O líder espiritual nega as acusações e o Governo tibetano no exílio eleva para 150 o número de mortos na repressão das revoltas.

EFE ub/ev/fb

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