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RSF denuncia passividade de autoridades após morte de colaborador da BBC

Paris, 8 jun (EFE).- A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) denunciou a passividade das autoridades da Somália frente à violência contra os jornalistas, após o assassinato ontem do colaborador da rede estatal britânica BBC, Nasteh Dahir Farah.

EFE |

Em comunicado, a RSF se declarou "comovida" pelo assassinato de Dahir, que era vice-presidente de sua associação colaboradora na Somália, a União Nacional de Jornalistas Somalis (Nusoj, na sigla em inglês) e que trabalhava com vários meios de imprensa estrangeiros.

"A lista de mortos não deixa de aumentar sem que as autoridades tomem medidas para acabar com a violência da qual são objeto os jornalistas", lamenta RSF.

A organização denunciou que "este imobilismo é escandaloso, quando a Somália é o país mais mortífero da África para os profissionais dos meios de comunicação", com oito mortos no ano passado.

Dahir, de 26 anos, recebeu vários disparos no peito e no estômago por um homem armado quando voltava para Kismayo, a 500 quilômetros ao sul de Mogadíscio.

O jornalista somali foi levado a um hospital da cidade em coma, onde pouco depois morreu.

O secretário-geral da Nusoj, Farouk Osman, ressaltou que "ninguém protege os jornalistas somalis, que são alvos para os grupos armados", mas assegurou que ninguém se dobrará aos criminosos. EFE ac/ma

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