RSF denuncia falta de liberdade de imprensa em conflito de Gaza

Paris, 16 fev (EFE).- A organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) pediu hoje ao Governo israelense e às Nações Unidas que investiguem a cobertura do conflito da Faixa de Gaza, e denunciou ataques do Estado judeu à imprensa durante as hostilidades.

EFE |

"O fechamento da Faixa de Gaza à imprensa (...) constitui uma violação grave e inaceitável da liberdade de imprensa", assinala a RSF em relatório elaborado a partir de uma visita da ONG à região do conflito no final de janeiro.

A RSF pede que a ONU adote uma resolução solicitando que Israel "não use, no futuro, métodos coercitivos semelhantes de controle da informação".

Os jornalistas estrangeiros foram proibidos de entrar na Faixa de Gaza no início do conflito, em 27 de dezembro.

Somente em 7 de janeiro um grupo de 16 jornalistas foi autorizado a entrar no território palestino junto com o Exército israelense, mas "sem nenhuma liberdade de movimento", assinala o relatório.

"O controle da informação em período de hostilidades, assumido plenamente pelo Exército israelense, é escandaloso e deve ser condenado pela comunidade internacional", acrescenta a RSF.

A ONG também criticou o movimento palestino Hamas, acusado de "não deixar os jornalistas fazerem seu trabalho".

"Não é verdade que a imprensa instalada em Gaza seja livre para criticar a política do Hamas", assegura a RSF, que pede aos dirigentes do movimento islamita que deixem de "ameaçar e deter os jornalistas que os critica".

O relatório da ONG também critica a apresentação "patriótica" do conflito, tanto pela imprensa israelense como pela árabe. EFE jaf/mh

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