RSF denuncia aumento de repressão contra jornalistas em Cuba

Paris, 7 abr (EFE).- A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) denunciou hoje o aumento da repressão contra jornalistas e dissidentes em Cuba, dois anos depois da chegada de Raúl Castro ao poder, cujos tímidos sinais de abertura não foram sentidos no referente à situação dos direitos humanos.

EFE |

O secretário-geral da RSF, Jean-François Julliard, fez as declarações em Paris, acompanhado pelos escritores Zoé Valdés e Jacobo Machover, e se perguntou: "Quantos mortos são necessários para que a situação na ilha mude?".

Segundo a RSF, Cuba é terceiro país do mundo em que são registradas mais prisões de jornalistas, com 25 profissionais presos, 19 deles com problemas de saúde.

Julliard reconheceu que a recente morte de Orlando Zapata Tamayo após uma longa greve de fome, a primeira nestas circunstâncias desde a chegada de Raúl ao poder, provocou mudanças na atitude internacional frente ao regime castrista, mas insistiu em que não se traduziu em uma abertura do regime.

Segundo Zoé, "circula uma carta assinada por intelectuais que tradicionalmente apoiavam os Castro e que agora criticam o regime, depois da morte de Orlando Zapata".

Tanto Julliard, quanto Zoé e Machover criticaram a "morna" reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a morte de Zapata Tamayo, que coincidiu com uma visita sua a Havana.

"Acho que é preciso falar claramente, a posição de Lula foi de cumplicidade absoluta com os Castro. (...) Tratou com uma frieza extraordinária a morte de Zapata Tamayo e o comparou com os criminosos comuns de São Paulo", disse Machover. EFE lmpg/pd

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