Royal volta a criticar Sarkozy e diz que se sente vigiada

(acrescenta novos dados sobre o primeiro roubo a Royal) Paris, 10 jul (EFE).- A ex-candidata socialista à Presidência francesa Ségolène Royal voltou a criticar hoje o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a quem acusa indiretamente de estar por trás de um assalto a seu apartamento, e disse se sentir vigiada e perseguida.

EFE |

"Sem dúvida, estão me seguindo", afirmou Royal, em declarações à rádio "RTL", nas quais explicou que os guarda-costas acham muito estranho que a invasão de seu apartamento na semana passada tenha acontecido em um curto espaço de tempo, e em um momento atípico, de bastante movimento na rua.

Os invasores da casa de Royal não levaram quase nada, mas deixaram tudo revirado.

"Ou estão me vigiando ou me seguem do meu lugar de trabalho até minha casa, isso é uma evidência", disse a ex-candidata.

O ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius declarou, em outra entrevista para o canal de televisão "LCI", que ele também havia tido a sensação de estar sendo "seguido, vigiado e espionado", mas não quis entrar na polêmica levantada por Royal.

Até agora, o Partido Socialista, imerso em uma batalha pela liderança, evitou se pronunciar claramente sobre as alegações de Royal.

A ex-candidata reiterou hoje que a invasão de sua casa teve "motivação política", pois aconteceu um dia depois de pedir o "fim do domínio do clã Sarkozy sobre a França", e às vésperas de um ato com seus partidários, no qual denunciou "o modo como Sarkozy enriquece seus amigos milionários".

A ex-candidata se voltou hoje contra a "violência e vulgaridade" das reações do partido no poder, a conservadora União por um Movimento Popular (UMP), a suas alegações sobre esse assalto.

"Não desejo que ninguém passe o mesmo que eu", afirmou.

O primeiro-ministro francês, François Fillon, acusou na quarta-feira Royal de "perder o controle", e afirmou que as insinuações contra Sarkozy, formuladas sem nenhum tipo de prova, são "absolutamente vergonhosas".

Royal contou que essa foi a segunda invasão a seu domicílio e acrescentou que também foram roubados computadores de amigos e assistentes, e que o apartamento de uma de suas colaboradoras mais próximas foi invadido.

"Há um clima bastante detestável hoje na França, que permite desmandos deste tipo", disse.

Hoje, o Ministério do Interior anunciou que identificou uma mulher de 23 anos de origem iugoslava como a suposta autora do primeiro dos roubos na casa de Royal, ocorrido em 16 de agosto de 2006.

Uma pegada encontrada na época pôde ser associada à identidade da jovem, com antecedentes criminais por sua suposta implicação em roubos, que, segundo suposições, utilizava diversas identidades.

Também foram localizadas duas impressões digitais após a invasão do apartamento da líder socialista em 27 de junho desse ano, embora, nesse caso, por enquanto, não se pode determinar a quem pertencem.

EFE ik/bm/db

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