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Royal lança acusações contra Sarkozy e diz se sentir vigiada

Paris, 10 jul (EFE).- A ex-candidata socialista à Presidência francesa Ségolène Royal voltou a criticar hoje o presidente da França, Nicolas Sarkozy, a quem acusa indiretamente de estar por trás de um assalto a seu apartamento, e disse se sentir vigiada e perseguida.

EFE |

"Sem dúvida estão me seguindo", afirmou Royal, em declarações à rádio "RTL", nas quais explicou que seus seguranças acham muito estranho que a invasão a seu apartamento na semana passada tenha acontecido em um curto espaço de tempo, e em um momento atípico, de bastante movimento na rua.

Os invasores da casa de Royal não levaram quase nada, mas deixaram tudo revirado.

Até agora, o Partido Socialista, imerso em uma batalha pela liderança, evitou se pronunciar claramente sobre as alegações de Royal.

A ex-candidata reiterou hoje que a invasão de sua casa teve "motivação política", pois aconteceu um dia depois de pedir o "fim do domínio do clã Sarkozy sobre a França", e às vésperas de um ato com seus correligionários no qual denunciou "o modo como Sarkozy enriquece seus amigos milionários".

O primeiro-ministro francês, François Fillon, acusou ontem Royal de "perder o controle", e afirmou que as insinuações contra Sarkozy, formuladas sem nenhum tipo de prova, são "absolutamente vergonhosas".

Royal contou que essa foi a segunda invasão a seu domicílio - a primeira aconteceu durante a campanha presidencial de 2007 - e acrescentou que também foram roubados computadores de amigos e assistentes, e que o apartamento de uma de suas colaboradoras mais próximas também foi invadido.

"Há um clima bastante detestável hoje na França, que permite desmandos deste tipo", disse. EFE ik/wr/gs

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