Roubo de dados bancários liga alarme policial na Alemanha

Berlim, 8 dez (EFE).- O roubo dos dados bancários de 21 milhões de cidadãos na Alemanha acionou o alarme das instituições política e policial, que advertiu dos perigos que tais dados pessoais caiam em um modelo de golpe incontrolado.

EFE |

A compra e venda no mercado negro de dados como nome e sobrenomes, data de nascimento e número de contas entrou em uma órbita de criminalidade crescente, advertiu hoje a Federação de Agentes Criminais (BDK).

O caso agora detectado, em que se oferecem no mercado milhões de dados pessoais, evidenciou que as lacunas que favorecem este tráfico não são um problema específico das companhias telefônicas, mas um tipo de crime que afeta empresas privadas em geral.

"O meio político deve atuar. Os departamentos de proteção de dados devem ser capazes de atuar pelo menos com a mesma intensidade no âmbito da empresa privada como nos corpos de segurança", disse Klaus Jansen, presidente do BDK.

Neste fim de semana revelou-se um novo caso de tráfico de dados, nesta ocasião de 21 milhões de pessoas na Alemanha.

A Procuradoria de Düsseldorf advertiu hoje que as investigações mal começaram e que em primeiro lugar terá que averiguar o conteúdo de um CD, entregue a esse departamento pela revista "Wirtschaftswoche".

Segundo informações da revista, o CD foi motrado como prova do valor dos dados que se pretendem vender no mercado negro.

Os dados incluem nomes, datas de nascimento, números de contas bancárias e detalhes sobre o patrimônio dessas pessoas e se ofertam no mercado negro por 12 milhões de euros, segundo pôde comprovar a publicação.

Tanto essa revista como o BDK acusam deste tipo de ações empregados de pequenas operadoras telefônicas e centros de atendimento ao cliente, geralmente mal pagos, aos quais o próprio cliente fornece este tipo de dados.

Em outubro, a companhia telefônica Telekom admitiu o roubo de dados privados de 17 milhões de seus clientes em uma operação informática ilegal ocorrida em 2006 embora assegurasse que não se tratava de dados sensíveis como números de conta bancária, mas de nomes e datas de nascimento.

Ambos os escândalos puseram em dúvida tanto a solidez dos dispositivos de segurança das companhias telefônicas como do sistema de proteção de dados pessoais alemão, um das instituições, até então, mais respeitadas no país. EFE gc-nvm/jp

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