Ronald Biggs pode ser solto em julho, diz imprensa britânica

O ladrão britânico Ronald Biggs, famoso por sua participação no assalto a um trem postal em 1963, poderá ser solto em julho próximo, segundo vários jornais britânicos desta quarta-feira.

BBC Brasil |

Os jornais tomaram como base uma entrevista concedida pelo filho de Biggs, o brasileiro Mike, ao canal de TV ITV, Michael (Mike) Biggs, que afirmou ter sido procurado por autoridades da prisão e membros do conselho de liberdade condicional.

Eles agora estudam a transferência de Ronald Biggs para um asilo, quando ele sair da prisão.

Segundo o jornal The Guardian, o conselho que determina a liberdade condicional dos prisioneiros tem reunião marcada para o próximo dia 3 de julho, pouco antes de Biggs completar 80 anos.

O assaltante, que viveu anos como foragido no Brasil, retornou à Grã-Bretanha em 2001 voluntariamente, por causa de sua saúde deteriorada.

Ele foi preso ao chegar e permanece detido na prisão de Norwich. Na semana passada, Biggs passou três dias internado em um hospital, por causa de uma pneumonia.

Segundo as declarações de Mike à imprensa britânica, a saúde de Ronald Biggs está extremamente fragilizada e ele não consegue sequer falar ao telefone.

"Nós tivemos várias discussões sobre como seria a vida do meu pai aqui (na Inglaterra), e que impacto (sua eventual liberdade) teria sobre a comunidade local, e, claro, que impacto teria sobre meu pai e sua saúde", disse Mike, ex-integrante da banda infantil Turma do Balão Mágico.

"Acredito que o público vai ficar chocado quando vir o estado em que meu pai se encontra quando ele for solto da prisão. Não acredito que as pessoas estejam esperando alguém tão frágil e velho."

Quadrilha ousada

Ronald Biggs era parte de uma quadrilha de 15 criminosos que assaltou um trem pagador dos correios em 1963 em Ledburn, na Inglaterra.

Na época, ele foi condenado a 30 anos de prisão, mas escapou da penitenciária de Wandsworth depois de 15 meses.

Nos 30 anos seguintes ele esteve foragido na Espanha, Austrália e no Brasil, de onde não pôde ser extraditado por ter tido um filho brasileiro.

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