Romney estuda opções de candidato a vice nos EUA

Perto de se tornar candidato, Romney se depara com amplo leque de possíveis candidatos que incluem congressistas e senadores

Reuters |

Perto de se tornar o candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney volta-se agora aos possíveis companheiros de chapa - uma escolha que atormentou alguns de seus antecessores.

Romney tem um amplo leque de possíveis candidatos para escolher, do congressista Paul Ryan, de Wisconsin, ao senador Rob Portman, de Ohio.

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Também estão na lista o senador Marco Rubio, da Flórida, o governador Bobby Jindal, da Louisiana, a governadora Susana Martinez, do Novo México, o governador Chris Christie, de Nova Jersey, o governador Bob McDonnell, da Virginia, e o governador de Nevada, Brian Sandoval.

Quem aumenta a chance dele contra o presidente democrata Barack Obama na eleição de 6 de novembro? Ele deve escolher alguém que o ajude a vencer um Estado ou um latino para conquistar os eleitores hispânicos? Uma mulher?

Os assessores de Romney são inflexíveis com relação à exigência mais importante para o cargo: a pessoa escolhida tem de ter a capacidade de exercer imediatamente a presidência, caso necessário. "Honestamente, acredito que ele quer alguém que possa ser presidente. Governar vem em primeiro lugar e a política, em segundo", disse um assessor sênior de Romney.

Charlie Black, assessor informal de Romney e estrategista republicano veterano, disse que, além de ser capaz de servir, há uma segunda exigência. "Politicamente, você quer ter alguém que não te prejudique", afirmou.

Em 2008, o candidato republicano John McCain chamou atenção ao escolher a relativamente desconhecida Sarah Palin para vice. Mas a ex-governadora do Alasca acabou se mostrando uma desvantagem, cometendo gafes e não conseguindo tratar de questões importantes.

A opção do presidente George H. W. Bush pelo senador de Indiana Dan Quayle foi ridicularizada depois que a dupla assumiu o poder e o vice-presidente ganhou notoriedade pelas gafes e erros.

O nome mais associado a Romney na semana passada foi o de Ryan, que pareceu ter afinidade com o ex-governador de Massachusetts, quando os dois fizeram campanha no Wisconsin.

Os dois apareceram juntos em comícios e ficaram lado a lado ao distribuir sanduíches em um restaurante de fast food. Os assessores de Romney observaram que os dois desenvolveram uma boa relação.

Ryan, de 42 anos, é o presidente do Comitê de Orçamento da Câmara dos Deputados e autor de um plano orçamentário elogiado pelos conservadores e odiado pelos democratas.

A presença dele na cédula poderá aumentar a chance dos republicanos de vencer no Wisconsin pela primeira vez desde 1984 e ele poderia arregimentar os conservadores que não estão muito entusiasmados com o ex-governador de Massachusetts. Ryan, porém, também poderá expor mais o projeto de cortes no orçamento.

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