Brasília, 4 jul (EFE) - O secretário nacional de Justiça do Governo, Romeu Tuma, considerou que a extradição do banqueiro Salvatore Cacciola, aprovada hoje por Mônaco, representa um golpe à impunidade e prova que a justiça demora, mas chega.

O banqueiro ítalo-brasileiro foi processado no Brasil e condenado à revelia a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público, que, em janeiro de 1999, causou ao erário perdas equivalentes a cerca de US$ 1,2 bilhão da época.

Ele estava foragido desde 2000, quando deixou o Brasil e foi para a cidade italiana de Milão, onde nasceu, em 7 de janeiro de 1944.

O empresário acabou sendo detido em 15 de setembro em um hotel do Principado de Mônaco, onde está detido desde então.

A extradição ao Brasil foi aprovada hoje pelo príncipe Albert, o que, segundo Tuma, prova que "o processo foi absolutamente legal e cumpriu todos os trâmites da justiça monegasca".

A defesa de Cacciola, que tentava impedir sua extradição, alegava que havia supostos "vícios processuais" que impediriam a entrega de seu cliente ao Brasil.

Cacciola era dono dos bancos Marka e FonteCidam, que, em 1999, receberam auxílios irregulares do Banco Central no valor de R$ 1,6 bilhão.

O Marka e o FonteCidam estavam à beira da falência por arriscadas operações financeiras nas quais se envolveram tentando pescar em meio à desordem causada por uma inesperada desvalorização do real.

Pelo escândalo, o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes foi condenado a 10 anos de prisão. EFE ed/db

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