Romênia renuncia ao conde Drácula para vender imagem no exterior

Bucareste, 23 mar (EFE).- O conhecidíssimo mito do conde Drácula parece ser excessivamente sinistro, segundo o Ministério do Turismo romeno, para se transformar na imagem da Romênia no mundo.

EFE |

"O mito de Drácula não será a marca do país", declarou em comunicado à agência local "Agerpres" a ministra de Turismo, Elena Udrea.

"A Romênia tem muitas coisas que podem ser promovidas como marca.

Acho que pode ser representada muito melhor por muitas outras coisas", insistiu.

No entanto, ela reconheceu que seu Ministério não pode desprezar a força do mito no mundo todo, na hora de vender a imagem do país e atrair os turistas.

"Ele é conhecido na Europa, na América, em todas as partes, e seria uma pena que não o utilizássemos quando for conveniente", afirmou a ministra.

A lenda de Drácula e suas nunca bem delimitadas relações com a realidade foram e continuam sendo o tom da principal atração da Romênia, um país pobre e pouco conhecido do leste da Europa que só nos últimos anos começou a ter uma política de imagem turística mais organizada.

O personagem do conde Drácula nasceu no final do século XIX, pelo escritor irlandês Bram Stoker, que se inspirou na figura do príncipe romeno do século XV Vlad Tepes e nas lendas de vampiros da Europa Oriental para criá-lo.

Valente, sanguinário e feroz lutador contra os invasores turcos, as histórias de sádicas torturas por prazer em torno de quem fora conhecido como Vlad, o Empalador, pelo brutal castigo que aplicava aos inimigos otomanos, foram a base perfeita para um mito que nasceu em um livro, cresceu com o cinema e já é parte indiscutível do imaginário popular mundial. EFE mg/jp

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