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Roma aguarda resposta de Lula à carta do presidente italiano sobre Battisti

Roma aguarda uma resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à carta enviada por seu colega italiano, Giorgio Napolitano, pedindo a anulação da decisão de conceder o asilo político a Cesare Battisti, ex-membro da extrema-esquerda italiana condenado por homicídio, anunciou nesta quinta-feira o ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini.

AFP |

"Estamos aguardando uma resposta do presidente Lula. Espero que ele reveja a decisão do ministro da Justiça" de conceder o asilo político a Battisti, declarou Frattini ao canal de televisão Sky TG24.

Na carta enviada sábado, o presidente Napolitano expressou sua "profunda surpresa" e a "comoção" provocada na Itália pela decisão tomada pelo ministro da Justiça do Brasil, Tarso Genro, de recusar a extradição de Battisti para a Itália.

Na quarta-feira, Frattini disse que Roma estava "examinando" a possibilidade de repatriar seu embaixador no Brasil, Michele Valensise. Outro ministro do governo de Silvio Berlusconi afirmou que a Itália estava pensando em recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) de Brasília.

"A convocação de nosso embaixador seria uma forma de protesto. Battisti é um terrorista, e é inaceitável dizer que ele corre o risco de ser torturado na Itália. A Itália é um país muito democrático", insurgiu-se Frattini nesta quinta-feira.

Tarso Genro "não levou em consideração a opinião do procurador-geral do Brasil", que era contrário à concessão do asilo político a Battisti, destacou.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta quinta-feira a decisão brasileira, garantindo que ela fora tomada "em total imparcialidade".

Na semana passada, Lula afirmou que a Itália teria que respeitar a "decisão soberana" do Brasil.

Em um ato de protesto organizado nesta quinta-feira diante da embaixada do Brasil em Roma, quatro pessoas deitaram em um lençol sujo com manchas vermelhas para simbolizar os quatro assassinatos pelos quais Battisti foi condenado à prisão perpétua em 1993. O ex-militante se diz inocente.

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