Radioatividade nos prédios que abrigam os reatores 1 e 3 do complexo nuclear impedem presença de humanos no local

Imagem divulgada pela Tepco mostra robô usado para medir radiação
AP
Imagem divulgada pela Tepco mostra robô usado para medir radiação
Dois robôs operados por controle remoto detectaram alto nível de radiação nos prédios que abrigam os reatores 1 e 3 da usina nuclear de Fukushima, gravemente danificada pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em março.

Os robôs entraram nos prédios que abrigam os reatores no domingo e fizeram leituras de temperatura, pressão e radioatividade.

As medições mostraram que no reator número 1 a radiação alcançava entre 10 e 49 milisievert por hora, e no 3 entre 28 e 57 milisievert por hora, indicou a agência Kyodo.

Segundo a rede de TV NHK, na sexta-feira o nível mais alto de radiação detectado na entrada dos edifícios era de 2 a 4 milisievert por hora. De acordo com a Agência de Segurança Nuclear do Japão, os robôs - produzidos nos EUA e chamados de Packbots - foram usados porque o nível de radioatividade é alto demais e impede a presença de funcionários da usina no local.

"O ambiente é muito ruim para que um humano trabalhe lá dentro", afirmou Hideshilo Nishiyama, funcionário da Agência de Segurança Nuclear do Japão.

Ele acrescentou que a alta radioatividade não muda o cronograma das autoridades, que queria estabilizar a situação na usina até o fim do ano.

No domingo, a Tokyo Electric Power Co (Tepco), empresa que opera a usina de Fukushima, indicou que espera levar os três reatores com problemas ao estado de "parada fria" , sem emitir vazamentos radioativos, em um prazo de seis a nove meses.

Antes, em um período de três meses, espera iniciar um sistema de refrigeração estável para essas três unidades e também para a piscina de combustível do reator número quatro.

O governo japonês diz que uma vez controlada a central o perímetro de evacuação em seus arredores será revisado. Até o momento, foram evacuadas todas as localidades em um raio de 20 quilômetros e algumas situadas até os 40 quilômetros.

Com EFE e AP

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