Por Tom Perry BEIRUTE (Reuters) - Líderes rivais libaneses viajam na sexta-feira ao Qatar, onde devem discutir formas de encerrar a crise política em que o Líbano está mergulhado há 18 meses, sendo que desde novembro o país não tem presidente.

Uma missão da Liga Árabe já conseguiu na quinta-feira encerrar os combates entre os seguidores do governo, que tem apoio ocidental, e os simpatizantes do grupo xiita Hezbollah, que é da oposição e tem apoio do Irã e da Síria.

Como parte desse acordo, os partidos envolvidos aceitam se reunir em Doha, capital do Qatar. Mas fontes políticas disseram na sexta-feira à Reuters que qualquer discussão substancial deve ficar para o sábado.

A Síria, acusada pelos EUA de ser parte da crise, disse apoiar a iniciativa árabe.

'Este passo pode ser uma chance real de salvar o Líbano dos perigos que o ameaçam', disse o chanceler sírio, Walid Al Moualem, ao jornal libanês As Safir. 'Estamos absolutamente ao lado da iniciativa.'

Na semana passada, o braço armado do Hezbollah expulsou seus adversários sunitas e drusos de várias partes de Beirute e arredores, nos piores confrontos desde o fim da guerra civil (1975-90), com um saldo de 81 mortos.

O grupo xiita se rebelou depois de o governo decidir destruir a rede de comunicações do Hezbollah e demitir um chefe de segurança do aeroporto de Beirute, que era ligado ao grupo.

Depois, diante da reação, o governo recuou.

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