Risco psicológico de cirurgias estéticas costuma ser minimizado

Artigos publicados em revistas femininas sobre implantes de mama, cirurgias de nariz ou lipoaspirações costumam suavizar os riscos psicológicos - entre eles o suicídio, que tem como causa essas operações invasivas, diz um estudo canadense.

AFP |

Em geral, as revistas mais vendidas no Canadá e nos Estados Unidos apresentam a cirurgia estética como uma questão "normal" de beleza, junto a conselhos sobre moda, dietas, denunciou à AFP a pesquisadora Andrea Polonijo.

Embora muitas vezes se informa sobre os riscos físicos das cirurgias, os perigos emocionais são mencionados em apenas 18% dos artigos publicados, acrescentou.

O estudo realizado por Andrea Polonijo na Universidade British Columbia, junto com o professor de sociologia Richard Carpiano, está sendo divulgado no número de dezembro da revista Women's Health Issues.

Segundo a pesquisadora, a investigação prossegue agora para determinar "se a cirurgia estética apresenta efeitos positivos ou negativos no bem-estar emocional".

Até o momento, não há consenso sobre se estas operações causam angústia psicológica, ou sobre se "as mulheres que se submetem a elas já poderiam estar predispostas a isso".

Segundo a estudiosa, algumas pesquisas sugerem que "a ansiedade e a depressão podem ser enfatizadas e que a insatisfação geral (da mulher) com seu corpo pode, na realidade, ser incrementada depois de uma cirurgia estética".

dkj/amc/sd

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