Risco de morte ligado à intolerância ao glúten aumentou, segundo estudo

A intolerância ao glúten, uma proteína presente nos cereais, é subestimada, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos que constatou um aumento das taxas de mortalidade nas pessoas celíacas.

AFP |

O glúten é uma proteína presente em uma grande quantidade de cereais (trigo, cevada, aveia), contida em alimentos básicos ou de consumo habitual, como a farinha, o pão ou as tortas.

A doença ligada à intolerância ao glúten, denominada celíaca, aflige 1% população ocidental. Afeta o intestino delgado e aqueles que a sofrem podem ter outras afecções vinculadas ao sistema imunológico, como diabetes ou artrite.

O problema é que a doença não é diagnosticada até provocar sérias complicações.

De acordo com um estudo realizado por Jonas Ludvigsson, da Universidade de Örebro, na Suécia, e publicado no Journal of the American Medical Association, o risco de morte ligado a esta doença "aumentou ligeiramente".

Para realizar seu estudo, os pesquisadores analisaram dados provenientes de biópsias realizadas entre julho de 1969 e fevereiro de 2008 na Suécia.

Segundo Ludvigsson, o aumento do risco de morte pode ter sua origem em uma falta de vitaminas ou em inflamações crônicas.

"Até pouco tempo, a sensibilidade ao glúten recebeu pouca atenção na literatura médica tradicional, embora haja cada vez mais sintomas constatados nos pacientes com diferentes problemas neurológicos e psiquiátricos", explicou Peter Green, da Faculdade de Medicina e Cirurgia de Columbia (Nova York, nordeste dos Estados Unidos), em um artigo que acompanha o estudo.

O estudo "reforça a importância de se tentar diagnosticar a doença celíaca", acrescentou.

mso/dm

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