Risco de ataque de célula feminina deixa R.Unido em alerta

Londres, 24 jan (EFE).- A decisão do Governo britânico de aumentar o nível de alerta em relação ao terrorismo no Reino Unido se deve à suspeita de que uma célula feminina de terroristas suicidas treinadas pela Al Qaeda poderia planejar um atentado contra alvos ocidentais, afirma hoje o jornal The Sunday Telegraph.

EFE |

Outro jornal, o "Sunday Express", afirma que este grupo poderia estar pensando em atacar ainda esta semana, quando acontecerão em Londres duas conferências internacionais, sobre o Iêmen (na quarta-feira) e sobre o Afeganistão (na quinta-feira), com a presença de ministros de Exteriores de todo o mundo.

Os detalhes sobre esta suposta célula vêm à tona depois que o Executivo anunciou na sexta-feira que elevava o nível de alerta terrorista de "significativo" para "grave", o que, segundo a escala vigente, significa que é "altamente provável" um atentado.

O "Sunday Express" indica que o Ministério do Interior decidiu fazer a mudança, após receber um dossiê de agentes do FBI (Polícia Federal americana) baseados em Londres.

Os dois jornais, que se remetem a fontes americanas e do Partido Conservador britânico (na oposição), explicam que estas supostas terroristas teriam aparência não árabe e passaportes do mundo ocidental.

Além disso, teriam recebido preparação da mesma célula iemenita da Al Qaeda que esteve por trás do atentado fracassado cometido por um nigeriano em 25 de dezembro do ano passado em um avião americano.

Segundo o "Sunday Telegraph", as autoridades nos Estados Unidos ordenaram que seus agentes fiquem atentos à entrada no país de mulheres suspeitas.

Um ex-assessor de terrorismo da Casa Branca citado pelo jornal, Richard Clarke, confirma que a Al Qaeda "treinou mulheres".

"Há muitas pessoas que ainda estão por aí que foram treinadas e que estão 'limpas', o que significa que são pessoas que não são fichadas, que não parecem terroristas da Al Qaeda, que talvez não sejam árabes nem homens", afirma.

Fontes de segurança consultadas pelo jornal constataram que é "inevitável" que a Al Qaeda acabe usando mulheres com aparência ocidental. EFE jm/an

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