Rio sediará congresso mundial contra exploração sexual infantil

Rio de Janeiro, 24 nov (EFE).- Especialistas e autoridades de todo o mundo se reunirão a partir de amanhã no Rio de Janeiro para debater estratégias de combate à exploração sexual infantil e a abusos de menores, em um congresso convocado pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef).

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O 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que pela primeira vez será realizado no Brasil, conta ainda com o apoio de ONGs e da sociedade civil, como o da Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (Ecpat).

A inauguração contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que promoveu políticas ativas para frear a exploração sexual infantil e combater o turismo sexual, problemas que afetam principalmente cidades turísticas como Rio de Janeiro e as do Nordeste.

Apesar de o Governo e o Unicef afirmarem que carecem de números, porque muitas vítimas não denunciam os abusos, diversas ONG calculam que cerca de 100 mil crianças sofram de violência sexual ou vendam seus corpos nas ruas do país.

Segundo o Unicef, estes são dois problemas diferentes, já que os abusos de pedófilos costumam ser cometidos por parentes ou conhecidos das crianças, enquanto a exploração costuma ter como protagonistas os turistas procedentes de países desenvolvidos, que buscam menores em nações mais pobres, onde há menos controle dessas práticas.

Os dois primeiros Congressos foram realizados em Estocolmo, na Suécia, em 1996, e na cidade japonesa de Yokohama, em 2001.

Do primeiro surgiu uma declaração e uma agenda de ação que foi adotada por 122 países, que serviu de base para começar a desenvolver políticas e planos de ação internacional para o combate à exploração sexual.

Na edição do Japão se somaram ao compromisso cerca de 160 nações e se renovaram os compromissos de luta contra este tipo de violência contra menores, que está catalogada pela ONU como uma das piores, já que atenta tanto contra a integridade física quanto moral da criança e do adolescente.

O Congresso, que irá até 28 de novembro, contará com a participação de cerca de três mil pessoas e delegados procedentes de 112 países, entre os quais estarão legisladores, pesquisadores, policiais, empresários e autoridades da área de turismo.

Mais de uma década depois do primeiro congresso, muitos estudos revelam que a exploração sexual de crianças e adolescentes está crescendo de forma alarmante, de forma paralela às redes de tráfico de menores para fins sexuais e sua exploração por turistas.

A utilização de canais inovadores como a internet para a difusão de imagens de pedofilia e exploração infantil, que será um dos temas centrais do congresso, é também uma das principais preocupações das autoridades.

Em setembro, a Polícia Federal liderou uma operação internacional, em colaboração com a Interpol, que desmantelou uma rede de pedofilia e pornografia infantil que atuava em cerca de 70 países. EFE mp/ab/rr

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