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Rio 2016: Para Lula, discutir transparência de gastos diminui papel do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo, em Bruxelas, que questionar a transparência dos investimentos previstos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, é um argumento para diminuir o papel do Brasil. Eu acho que ficar com esse argumento agora, que eu já ouvi algumas pessoas dizerem, seria colocar o Brasil outra vez no papel pequeno que alguns querem colocar todo santo dia.

BBC Brasil |

Certamente o povo brasileiro saberá fiscalizar o uso do dinheiro", afirmou o presidente a um grupo de jornalistas.

Perguntado pela BBC Brasil sobre como o governo pretende garantir a transparência, Lula respondeu: "Garantindo. Primeiro com o simples pressuposto de que as pessoas são honestas até que provem o contrário".

"É uma Olimpíada que vai ter fiscalização de comitê internacional, de comitê nacional, de Tribunal de Contas, de Controladoria", disse.

Legado
Lula ainda afirmou que para assegurar que as mudanças realizadas para os Jogos Olímpicos deixem um legado para o Rio de Janeiro e seus cidadãos, o Brasil deve "acompanhar com um olhar de lupa" a evolução de outras cidades que já sediaram Olimpíadas e "aprender com a História".

"Nós precisamos de ensinamentos para que a gente construa uma grande Olimpíada, para que a gente permita que o legado que fique seja utilizado corretamente para o Brasil se transformar numa grande potência e não ter retrocesso".

O presidente disse que sua maior preocupação agora é dar início aos trabalhos necessários para que o Rio esteja pronto para sediar os Jogos em 2016.

"É importante a gente fazer as coisas com muita antecedência, porque vai ter muito trabalho", disse o presidente, que no entanto afirmou que "80% do que for feito para a Copa do Mundo de 2014 servirá para a Olimpíada".

Lula também elogiou toda a equipe que trabalhou na candidatura do Rio e destacou o papel da diplomacia brasileira na campanha olímpica que, segundo ele, "é como ganhar voto na Câmara, no Senado, no sindicato".

"A vitória do Rio foi uma vitória de todo mundo. Isso não é um mérito de uma pessoa, é um mérito de uma nação e de milhões de pessoas que trabalharam direta ou indiretamente", afirmou.

Acordos
Lula está em Bruxelas a convite do rei Alberto II, com quem mantém na segunda-feira um encontro privado seguido de almoço no Palácio de Laeken.

Neste domingo, o presidente se reuniu com o primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, no Castelo de Val Duchesse, onde ambos acompanharam o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, e seu homólogo belga, Yves Leterme, durante a assinatura de acordos bilaterais para intensificar a cooperação em política, cultura e logística portuária.

Um dos acordos assinados determina que as contribuições previdenciárias feitas por brasileiros que residam na Bélgica sejam reconhecidas pelo governo do Brasil caso estas pessoas regressem ao país. A medida também é válida para belgas que trabalhem no Brasil.

Na segunda-feira, Lula também participa do encerramento de dois seminários que contam com a participação de empresários brasileiros.

O presidente afirmou que pretende conquistar investidores belgas com as "extraordinárias possibilidades" que o Brasil oferece com os preparativos para a Copa de 2014, as obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), a exploração do petróleo no pré-sal e, agora, a Olimpíada de 2016.

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