RIO DE JANEIRO - A vitória na disputa para sediar os Jogos Olímpicos de 2016 levou - fora de época - a batida combinação Rio de Janeiro, samba e carnaval às capas dos principais jornais do mundo neste sábado. Dos diários britânicos The Times, The Guardian, Financial Times; aos americanos Washington Post, New York Times e Los Angeles Times; passando pelos argentinos La Nación e Clarín, a festa brasileira que começou com a decisão inédita do Comitê Olímpico Internacional (COI) em Copenhague foi destaque ao redor do mundo.

AE
Multidão comemora vitória do Rio para Olimpiada 2016

Multidão comemora vitória do Rio para Olimpiada 2016

Além das alusões à conquista inédita, à festa, ao samba e ao carnaval, o britânico The Guardian fez um alerta à cidade-sede dos Jogos de 2016, em um editorial ressaltando as dificuldades enfrentadas por Londres e outras cidades, passada a euforia inicial, quando ficam evidentes os enormes desafios dos preparativos.

"Os Jogos vão para a América do Sul pela primeira vez. Pode levar um tempo até que eles os queiram de novo", concluiu o editorial. A fracassada viagem do presidente americano, Barack Obama, à capital da Dinamarca também foi tema de diversas análises.

"Rio em clima de carnaval depois que Brasil derrota Obama pela Olimpíada de 2016", estampou o FT na sua capa. O tradicional diário econômico britânico destacou a festa "selvagem" que explodiu no Rio com a decisão, mas fez um balanço da visita que o presidente encerrou "de mãos vazias".

'Humilhação acachapante'

"Mesmo antes de Chicago ser eliminada, a viagem vinha sendo classificada como exercício equivocado de 'ginástica verbal'. Mas a constrangedora eliminação na primeira rodada deve causar mais problemas em casa ao presidente americano".

O fracasso de Obama - e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva - também repercutiram na Alemanha. "O puxão de orelha em Obama é uma lição", comentou o sisudo Frankfurter Allgemeiner Zeitung.

"Uma das bem-vindas consequências da derrota de Chicago é que tão cedo nenhum poderoso vai jogar o seu carisma na imprevisível balança do sistema de votação olímpico."

No britânico The Times , o comentarista Tim Reid classifica a derrota de Chicago em Copenhague de "humilhação acachapante" e "derrota espetacular", antes de concluir que a "elevada retórica simplesmente não é suficiente quando confrontada com a miríade de desafios da Presidência".

Foi a primeira escolha de uma cidade da América do Sul como sede dos Jogos Olímpicos. O Rio era considerado uma das cidades favoritas para ser a sede dos Jogos e na votação final, bateu Madri por 66 votos a 32. "Rio quebra o coração de Madri", resumiu o espanhol El País , traduzindo a decepção que a decisão do COI provocou na capital da Espanha.

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