Rice visita desabrigados por terremoto na China

Pequim, 29 Jun (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, iniciou hoje uma visita de dois dias à China - onde se encontrará com os desabrigados pelo terremoto de 12 de maio na província de Sichuan (sudoeste) -, em uma viagem na qual tratará com autoridades locais sobre a crise nuclear norte-coreana.

EFE |

Antes, a secretária de Estado realizou uma breve visita, de apenas quatro horas, à região devastada pelo terremoto de 8 graus na escala Richter que deixou quase 90 mil mortos ou desaparecidos.

Rice visitou uma região na devastada cidade de Dujiangyan, onde a maioria das vítimas é formada por estudantes, em virtude da destruição de centenas de escolas.

Logo depois, foi a Qinjianrenjia, um assentamento que acolhe oito mil pessoas vítimas do terremoto. Visitou também um centro cultural onde assistiu a uma apresentação da ópera de Pequim interpretada por crianças, informou a agência "Xinhua".

"É realmente um sinal de como o espírito humano pode superar uma grande devastação", destacou Rice - primeira autoridade americana a visitar a região -, antes de abandonar a área com destino a Chengdu, capital da província de Sichuan.

Durante as quatro horas de visita a Sichuan, Rice visitou as casas que foram construídas para acolher os desabrigados que perderam seus lares - há mais de 14 milhões de desabrigados e 5,4 milhões de lares destruídos, segundo os dados do Governo.

Também visitou uma usina de purificação de águas doada pela ONG americana Samaritan's Purse.

Washington doou material à área afetada pelo terremoto, em um total avaliado em mais de US$ 2,6 milhões, segundo dados do Ministério de Assuntos Exteriores da China.

Um pouco depois, Rice foi a Pequim para se reunir com os líderes chineses, entre eles o ministro de Exteriores chinês, Yang Jiechi, com quem, segundo a agenda, deve discutir o reatamento do diálogo sobre a crise nuclear norte-coreana.

Rice se reunirá amanhã com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro, Wen Jiabao.

A Coréia do Norte entregou à China o inventário parcial de seu arsenal nuclear na quinta-feira, uma das condições para o acordo de desnuclearização - assinado entre as duas Coréias, Estados Unidos, Rússia, Japão e China no ano passado - ser mantido.

No entanto, o documento entregue por Pyongyang só inclui as instalações nucleares de plutônio, mas não o armamento produzido nem o suposto programa de enriquecimento de urânio que gerou a atual crise.

Em um encontro com jornalistas antes de abandonar Chengdu, Rice assinalou que a Coréia do Norte precisa incluir tanto o programa de urânio, cujas dimensões ainda são desconhecidas, quanto à suposta venda de armas de proliferação à Síria.

Estes são dois dos obstáculos que, por enquanto, ficaram adiados para a fase seguinte do diálogo sobre a crise nuclear norte-coreana.

Embora a China, país anfitrião do diálogo, não tenha se pronunciado sobre a questão, algumas das delegações participantes anteciparam que o diálogo poderia ser retomado amanhã para ser iniciada a terceira fase do acordo.

Nesta terceira parte do acordo, Pyongyang deverá desativar seu arsenal em troca de receber toda a ajuda energética e as concessões políticas prometidas pelos outros países.

Por outro lado, Rice anunciou que também deve discutir com os líderes chineses a melhor forma de Mianmar (antiga Birmânia), país protegido pela China, aceitar a ajuda internacional para atenuar o desastre causado pelo ciclone "Nargis", que arrasou a nação em maio.

"É um contraste. O Governo e o povo chineses pediram ajuda ao exterior e tiveram uma resposta satisfatória por parte da comunidade internacional", ressaltou a secretária de Estado, elogiando a atitude de Pequim. EFE mz/fh/db

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