Rice vai ao Oriente Médio impulsionar processo de paz palestino-israelense

Washington, 22 ago (EFE).- A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, viajará no domingo a Israel e aos territórios palestinos como parte de seu trabalho de mediadora para conseguir um acordo de paz palestino-israelense antes do fim do ano.

EFE |

Segundo fontes do Departamento de Estado, em sua viagem ao Oriente Médio, a titular da diplomacia americana se reunirá com as autoridades israelenses e da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para abordar uma ampla gama de assuntos bilaterais e regionais, incluindo o processo de negociação para um acordo de paz.

A visita de Rice à região ocorre depois que ela se reuniu, no final de julho, em Washington, com o principal negociador palestino, Ahmed Qorei, e com a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni.

O encontro aconteceu em paralelo ao anúncio do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de que abandonará o Governo em setembro.

A notícia voltou a gerar dúvidas sobre a possibilidade de que as partes alcancem um acordo antes do fim do mandato do presidente dos EUA, George W. Bush, em janeiro de 2009, mas tanto os representantes palestinos quanto os israelenses se comprometeram a seguir perseguindo este objetivo.

Olmert também assegurou que, durante o que resta de seu mandato, seguirá trabalhando para alcançar a paz com seus vizinhos.

No entanto, Qorei, o negociador palestino, expressou na quinta-feira seu pessimismo sobre a possibilidade de alcançar um acordo de paz com Israel ainda este ano.

Segundo sua opinião, as "dificuldades enfrentadas pelas negociações e a crise política interna israelense" são os principais obstáculos para um possível acordo.

Os palestinos deixaram claro que não vão aceitar um acordo parcial, e insistem na criação de um Estado independente palestino nos territórios de 1967.

Eles exigem um acordo completo que defina com todos os detalhes o status permanente do futuro Estado.

Este aspecto também conta com a concordância de Israel, já que Livni disse na quinta-feira que a falta de um acordo detalhado com os palestinos pode gerar violência.

No entanto, os líderes israelenses sugeriram que se poderia chegar a um pacto que deixasse de fora a questão de Jerusalém, e se negam a dividir a cidade.

Os palestinos querem estabelecer na parte leste da cidade a capital de seu futuro Estado independente.

Além do status de Jerusalém, existem outras dificuldades no processo de negociação, como a delimitação das fronteiras e o problema dos refugiados palestinos.

A negociação também se viu complicada pelos problemas internos, que afetam tanto Olmert, imerso em uma investigação por corrupção, quanto o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que perdeu no ano passado o controle de Gaza. EFE cai/gs

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