Rice vai a Israel para tentar promover processo de paz com palestinos

Washington, 30 out (EFE) - A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, viajará na próxima semana a Israel, aos territórios palestinos, Jordânia e Egito para tentar impulsionar novamente o processo de paz antes de deixar o cargo, em janeiro. O responsável da diplomacia americana estará entre 5 e 9 de novembro na região, onde se reunirá com o Quarteto de Madri para o Oriente Médio -o grupo mediador no processo de paz entre Israel e palestinos, formado por Estados Unidos, Rússia, União Européia e ONU - e com outras autoridades, disse hoje o porta-voz Sean McCormack. Concretamente, Rice analisará com os demais diplomatas o estado no qual se encontra o processo e os esforços necessários para obter uma paz duradoura na região, como ficou estabelecido na iniciativa de Annapolis, no ano passado, e o objetivo partilhado de uma solução de dois Estados, indicou o porta-voz. A secretária de Estado americana irá para o Oriente Médio um dia após as eleições presidenciais, nas quais será eleito o substituto de George W. Bush e que herdará uma política externa complicada em várias frentes, incluindo o processo de paz israelense-palestino.

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Os EUA seguem comprometidos com a iniciativa de Annapolis, que prevê um acordo até o fim do ano, um objetivo que parece cada vez mais longe de ser alcançado, apesar da insistência de Washington em que houve avanços e dos esforços do país para salvar o processo.

A viagem de Rice à região responde à sua determinação de fazer de tudo para conseguir um acordo definitivo antes do fim do ano, e, provavelmente, não será a última que fará ao Oriente Médio com este fim, antecipou recentemente o porta-voz.

O processo experimentou vários revezes desde que recebeu um novo impulso com a cúpula de Annapolis. O obstáculo mais recente foi gerado pela renúncia do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, e pela convocação de eleições antecipadas nesse país.

Apesar de reconhecer que esta situação complica o processo de paz israelense-palestino, os EUA asseguraram que "seguirão trabalhando" para propiciar um acordo.

O país considera que tanto a ministra de Exteriores israelense, Tzipi Livni, quanto o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, "seguem comprometidos" com o objetivo de Annapolis.

As eleições gerais em Israel ocorrerão em 10 de fevereiro, 21 dias depois que Bush entregar o cargo ao vencedor do pleito de 4 de novembro, nos quais se enfrentam o republicano John McCain e o democrata Barack Obama. EFE cae/db

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