Rice também deu o sinal verde ao uso de técnicas duras de interrogatório

Washington, 23 abr (EFE).- Condoleezza Rice, que em 2002 era Conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, também aprovou a utilização métodos alternativos de interrogatório dos suspeitos de terrorismo da Al Qaeda pela CIA (agência de inteligência americana).

EFE |

A informação está contida no relatório do Comitê de Serviços Armados do Senado, que revela novos detalhes sobre o processo que levou à autorização de métodos "coercitivos" -atualmente, classificados como tortura- em interrogatórios a supostos membros da rede terrorista Al Qaeda.

O relatório, publicado ontem com 263 páginas, despertou uma forte polêmica nos EUA à medida que se aprofundou em seu conteúdo.

Por exemplo, até hoje a imprensa ainda não tinha publicado o envolvimento de Rice.

No entanto, a "CNN" destacou hoje que, em 17 de julho de 2002, Condoleezza Rice, então Conselheira de Segurança Nacional da Casa Branca, disse que a CIA poderia praticar "métodos alternativos de interrogatório", incluindo a "asfixia simulada", quando interrogasse suspeitos como Abu Zubaydah, apontado como um dos chefes da Al Qaeda.

As mesmas técnicas foram utilizadas nos interrogatórios de Abd Al Rahim alNashiri, o primeiro acusado nos Estados Unidos pelo atentado contra o navio USS Cole no Iêmen, que matou 17 marinheiros americanos.

O documento do Congresso indica ainda que os maus tratos a presos sob custódia americana "não pode ser atribuído a ações de umas poucas 'maçãs podres', por iniciativa própria".

O fato, segundo o Congresso, é que "funcionários de alto escalão do Governo dos Estados Unidos pediram informação sobre como usar técnicas agressivas, redefinirão a lei para criar a aparência de legalidade e autorizaram sua aplicação nos presos".

O relatório lembra que, em 7 de fevereiro de 2002, o então presidente George W. Bush assinou um memorando anulando, para presos relacionados à Al Qaeda e aos talibãs, o Artigo 3 do Convenção de Genebra, que se refere ao tratamento de prisioneiros de guerra.

O Governo classificou estes detidos como "combatentes inimigos" e indicou que eles não tinham direito às proteções da Convenção de Genebra, já que não eram membros de organizações militares formais.

Entre os membros do Governo Bush citados no relatório, estão nomes como os do ex-vice-presidente Richard Cheney, além de Rice.

EFE mla/jp

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