Rice se reúne com israelenses e palestinos para impulsionar acordo

Washington, 30 jul (EFE) - A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, reuniu hoje israelenses e palestinos para conseguir um acordo de paz até o fim do ano e com a confiança em que o próximo chefe do Governo de Israel não criará obstáculos ao processo. A reunião, da qual também participaram o principal negociador palestino, Ahmed Qorei, e a ministra de Assuntos Exteriores de Israel, Tzipi Livni, entre outros representantes, aconteceu em paralelo ao anúncio do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, de que abandonará o Governo em setembro. A notícia gerou novas dúvidas sobre a possibilidade de conseguir um acordo até o fim do mandato do presidente americano, George W. Bush, em janeiro de 2009, mas as partes mantiveram a calma e se comprometeram a seguir perseguindo este objetivo. Decidimos hoje que seguiremos perseguindo um acordo até o fim do ano, disse, após a reunião, Saeb Erekat, representante da Autoridade Nacional Palestina (ANP), em um sinal de que a decisão de Olmert, inicialmente, não vai criar obstáculos às negociações. No final do dia, o que queremos como palestinos é conseguir a paz com todos os israelenses, não para um partido ou tal pessoa, disse Erekat, que antecipou que Rice voltará ao Oriente Médio no dia 20 de agosto para continuar as conversas. A responsável pela diplomacia americana qualificou a reunião de muito frutífera e, embora não tenha se referido diretamente à decisão de Olmert, destacou que os plano...

EFE |

) vamos ficar esperando para sempre, porque provavelmente nunca haverá um momento perfeito" para favorecer um acordo de paz, afirmou.

Livni, que desponta como possível sucessora de Olmert, abandonou o Departamento de Estado sem fazer declarações à imprensa, mas ela manifestou reiteradamente a aposta no diálogo.

Olmert assegurou em Jerusalém que nos meses que restam no poder, seguirá trabalhando para alcançar uma paz com os palestinos, que está "mais perto do que nunca".

Apesar da decisão de todos de tentar conseguir um acordo até o fim do ano, Erekat sugeriu que os palestinos não permitirão que o prazo fixado pelos EUA os obrigue a aceitar um plano inadequado, ao afirmar que buscam um acordo completo ou nenhum.

"Não permitiremos que o tempo nos afogue. A substância (do acordo) é muito importante", declarou. "Não optaremos por um acordo parcial, cortado ou qualquer coisa que não seja um acordo completo sobre todos os assuntos", acrescentou.

Na segunda-feira, Olmert deixou em evidência os obstáculos que existem para fechar um acordo, após assinalar que é "praticamente impossível" alcançar, este ano, um compromisso com os palestinos sobre Jerusalém.

Os palestinos querem estabelecer na parte leste da cidade, a zona árabe, a capital do futuro Estado independente.

Além do status de Jerusalém, existem outras dificuldades no processo de negociação como a delimitação das fronteiras e o problema dos refugiados palestinos.

No entanto, nestes aspectos as posições de ambas as partes são mais próximas, reconheceram.

A negociação também se viu complicada pelos problemas internos, que afetam tanto Olmert, imerso em uma investigação sobre corrupção, quanto o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que perdeu no ano passado o controle de Gaza. EFE cae/db

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