A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pressionou neste sábado o presidente tunisiano, Zine El Abidine Ben Ali, a acelerar as reforças políticas na Tunísia, na segunda etapa de um giro pelo Magreb.

"Discutimos assuntos internos aqui na Tunísia, o ritmo das reformas", declarou à imprensa ao sair do encontro com Ben Ali na luxuosa residência do presidente tunisiano.

"Contatamos algumas reformas políticas", destacou aos jornalistas no avião de Túnis para Argel, terceira etapa de seu giro.

"Nós deixamos claro que gostaríamos que a Tunísia trabalhasse mais, principalmente durante os preparativos das eleições de 2009", destacou.

Ela indicou que teve com o presidente tunisiano "uma discussão muito boa e intensa sobre a liberdade de imprensa, a liberalização da internet, o acesso da oposição à televisão".

"Somos bons amigos e podemos desta forma ter muito boas e intensas discussões sobre questões de política interna e externa. E foi assim que aconteceu", acrescentou ao final do encontro com o chefe de Estado tunisiano no palácio presidencial de Carthage.

Depois de comemorar o avanço social na Tunísia, indicou que examinou bem a "conjuntura na região no que se refere à segurança e a luta contra o terrorismo".

A situação na Mauritânia foi também evocada com Ben Ali, principalmente após o golpe de Estado militar em agosto nesse país.

A secretária de Estado também encontrou rapidamente com seu colega tunisiano, Abdelawaheb Abdallah.

Após a Líbia e a Tunísia, Rice chegou neste sábado à Argélia e, depois, vai ao Marrocos.

A visita Rice ao Magreb acontece depois que um membro da Jihad islâmica (guerra santa) lançou um apelo para assassiná-la durante seu giro na região.

"Este giro oferece uma oportunidade única para matá-la antes do fim de seu mandato de secretária de Estado", escreveu num apelo lançado no site islamita da célula magrebina da Al-Qaeda.

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