Rice pede mais reformas políticas à Tunísia e fala de terrorismo na Argélia

A secretária de Estado americana Condoleezza Rice e o presidente argelino Abdelaziz Buteflika reafirmaram neste sábado, em Argel, sua vontade de combater o terrorismo e de desenvolver sua cooperação nesse campo, durante uma entrevista que durou duas horas.

AFP |

Rice chegou neste sábado à Argélia procedente da Tunísia e se reuniu de imediato com Buteflika. "Falamos de nosso grande interesse na luta contra o terrorismo e cooperação nesse campo", declarou. "Tive a oportunidade de usufruir dos conhecimentos do presidente Buteflika sobre a região. Ele é um dos homens mais sábios da região", acrescentou.

Aos jornalistas que a acompanham pelo viagem pelo Magreb afirmou que entre os ex-prisioneiros de Guantánamo transferidos a seus respectivos países não havia desaparecidos.

"Nosso objetivo é trabalhar com boas garantias de segurança e a proteção dos direitos humanos para esses ex-presos", afirmou.

A visita à Argélia faz parte do giro que a chefe da diplomacia americana está realizando, depois de uma breve escala em Portugal, pela Líbia, Tunísia e que terminará no Marrocos.

Na Tunísia, Rice pressionou o presidente Zine El Abidine Ben Ali a acelerar as reforças políticas na Tunísia.

"Discutimos assuntos internos aqui na Tunísia, o ritmo das reformas", declarou à imprensa ao sair do encontro com Ben Ali na luxuosa residência do presidente tunisiano.

"Contatamos algumas reformas políticas", destacou aos jornalistas no avião de Túnis para Argel, terceira etapa de seu giro.

"Nós deixamos claro que gostaríamos que a Tunísia trabalhasse mais, principalmente durante os preparativos das eleições de 2009", destacou.

Ela indicou que teve com o presidente tunisiano "uma discussão muito boa e intensa sobre a liberdade de imprensa, a liberalização da internet, o acesso da oposição à televisão".

"Somos bons amigos e podemos desta forma ter muito boas e intensas discussões sobre questões de política interna e externa. E foi assim que aconteceu", acrescentou ao final do encontro com o chefe de Estado tunisiano no palácio presidencial de Carthage.

Depois de comemorar o avanço social na Tunísia, indicou que examinou bem a "conjuntura na região no que se refere à segurança e a luta contra o terrorismo".

A situação na Mauritânia foi também evocada com Ben Ali, principalmente após o golpe de Estado militar em agosto nesse país.

Na véspera, a secretária de Estado dos EUA manteve uma encontro histórico com líder líbio, Muammar Kadhafi, a primeira de um chefe da diplomacia americana ao país nos últimos 55 anos.

A reunião aconteceu em Bal al-Azizia, a residência do coronel Kadhafi em Trípoli, onde sua filha adotiva foi morta em um bombardeio americano, em 1986, realizado sob o governo do presidente Ronald Reagan.

A visita Rice ao Magreb acontece depois que um membro da Jihad islâmica (guerra santa) lançou um apelo para assassiná-la durante seu giro na região.

"Este giro oferece uma oportunidade única para matá-la antes do fim de seu mandato de secretária de Estado", escreveu num apelo lançado no site islamita da célula magrebina da Al-Qaeda.

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