A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que restrições embaraçosas que impedem a entrada nos Estados Unidos do ex-presidente Nelson Mandela e de outros líderes sul-africanos sejam suspensas. A Comissão para Assuntos Exteriores da Câmara dos Representantes apresentou ao Congresso americano um projeto de lei que prevê a remoção de referências a membros do governo da África do Sul e a outros líderes do país como terroristas em arquivos do governo.

Atualmente, qualquer membro do partido Congresso Nacional Africano (CNA), de Mandela, precisa de uma permissão especial para entrar nos Estados Unidos.

O partido foi classificado de organização terrorista pelo antigo regime de Apartheid, que governou a África do Sul de 1948 a 1990.

"Francamente, é bastante embaraçoso que eu ainda tenha de autorizar a entrada dos meu equivalente - o ministro das Relações Exteriores da África do Sul - isso para não mencionar o grande líder, Nelson Mandela", disse Rice.

"Vergonhoso"
Na semana passada, Howard Berman, presidente da Comissão para Assuntos Exteriores, disse que era "vergonhoso" que os Estados Unidos ainda tratassem o CNA desta forma.

"É incrível, mas Nelson Mandela ainda precisa obter uma permissão especial para entrar nos Estados Unidos por causa de sua corajosa liderança do CNA. Que insulto. Esta legislação vai acabar com isso", disse Berman.

O governo da África do Sul baniu o CNA em 1960, prendendo seus líderes ou forçando-os ao exílio.

Mandela, que completa 90 anos este ano, foi libertado em 1990, após passar 27 anos na prisão.

Ele se tornou o primeiro presidente da África do Sul na era pós-Apartheid e se aposentou depois de exercer um mandato. A saúde de Mandela parece ser boa, mas ele faz cada vez menos aparições em público.

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