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Rice faz visita surpresa ao Líbano para manifestar apoio americano

A secretária de Estado Condoleezza Rice fez nesta segunda-feira uma breve visita surpresa ao Líbano para manifestar o apoio dos Estados Unidos ao presidente da República Michel Sleimane, eleito no final de maio após meses de crise, e à formação de um governo de união nacional.

AFP |

A secretária de Estado americana fez essa visita ao fim de um dia em Israel e nos territórios palestinos. Depois de sua chegada ao aeroporto de Beirute, ela se dirigiu rapidamente para o palácio presidencial, onde foi recebida por Michel Sleimane.

"Parabéns, todos apoiamos sua presidência", declarou Rice ao chefe de Estado libanês ao cumprimentá-la.

Rice reiterou o apoio de Washington ao acordo de saída da crise assinado no dia 21 de maio em Doha e negou que este representasse um revés para a política norte-americana no Oriente Médio apesar da obtenção pela oposição ligada a Damasco e Teerã de uma minoria de bloqueio no próximo governo de união.

"Está claro que há compromissos em todo compromisso. Mas acho que este acordo é do interesse do povo libanês e, já que serve aos interesses do povo libanês, também é do interesse dos Estados Unidos", assegurou Condoleezza Rice.

Em ocasião de uma visita à França do presidente George W. Bush, Washington e Paris reafirmaram no sábado seu apoio ao "acordo de Doha e seus objetivos", e pediram que os libaneses acelerem a formação do governo de união nacional.

O acordo no Líbano de Doha tirou o Líbano de uma grande crise política levando principalmente à eleição do chefe do Exército Michel Sleimane para presidente, cargo que permaneceu vago por seis meses.

Depois de deixar o palácio presidencial, Rice afirmou que teve "uma conversa muito boa" com Sleimane, "um homem muito bom".

Ela se dirigiu em seguida para a sede do governo para se reunir com o primeiro-ministro Fuad Siniora.

Durante esta visita de algumas horas, Condoleezza Rice também se encontraria com o presidente do Parlamento e líder da oposição, Nabih Berri, e também com Saad Hariri, chefe da Corrente do Futuro, principal bloco da maioria apoiado pelo Ocidente.

Segundo sua assessoria, Rice não deveria se reunir com membros do Hezbollah.

"Vou ao Líbano para expressar o apoio dos Estados Unidos à democracia e à soberania libanesas", havia declarado Rice aos jornalistas a bordo do avião que a levava de Tel Aviv a Beirute.

As próximas eleições legislativas, previstas para 2009, e os preparativos para essse processo eleitoral devem incluir em sua pauta as discussões com Rice.

A última visita da secretária de Estado norte-americana ao Líbano havia sido realizada no dia 24 de julho de 2006, em plena guerra entre Israel e o Hezbollah.

sl-lr/dm

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